Após um dia completo de julgamento, a Primeira Turma do STF, nesta terça-feira, rejeitou qualquer indício de ilegalidade nas investigações relacionadas ao suposto plano golpista. Os ministros da Turma iniciarão, às 9h30, a análise do mérito da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e outros sete indivíduos envolvidos no caso. A principal mensagem emitida pelo STF, no primeiro dia de deliberações, foi a confirmação da solidez e consistência das provas apresentadas, que estão livres de qualquer ilegalidade.
O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu acompanhar a votação dos ministros no Supremo, buscando demonstrar que se trata de um julgamento político, descrito por ele como um “jogo de cartas marcadas”. Seus aliados sugeriram que ele mantenha seu discurso de ser perseguido politicamente, alegando uma conspiração do STF para barrá-lo das eleições de 2026.
Os apoiadores de Bolsonaro continuarão a alegar, nas redes sociais, que não há evidências suficientes que comprovem seu envolvimento em uma tentativa de golpe. Além disso, eles criticarão os ministros que não se afastaram do caso, com foco particular em Cristiano Zanin e Flávio Dino, sendo Alexandre de Moraes o principal alvo das críticas do bolsonarismo.
Durante a sessão, os cinco ministros do colegiado deliberarão se os integrantes do “Núcleo 1” da denúncia devem ser formalmente processados por crimes como organização criminosa armada, tentativa de desmantelamento violento do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, danos qualificados por violência e ameaças graves contra o patrimônio público, além de degradação do patrimônio cultural. Os votos dos magistrados, que refutaram as ilegalidades alegadas pelas defesas dos investigados, indicaram a possível aceitação da denúncia pelo colegiado. Os ministros reconheceram que os investigados tiveram amplo direito de defesa e que as provas obtidas pela Polícia Federal são regulares, além de rejeitarem afirmações de mentiras e pressões relacionadas à delação de Mauro Cid e a prática de coleta de provas de forma irregular.