4 abril 2025
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OTAN Exige Compromissos Sólidos dos EUA para Fortalecer Aliança

O chefe da Otan, Mark Rutte, e o novo embaixador dos Estados Unidos se esforçaram para oferecer garantias aos aliados europeus nesta quinta-feira, esclarecendo que Washington continuará comprometida com a aliança militar ocidental, mesmo diante das declarações contundentes do presidente Donald Trump. Essa afirmação ocorreu durante uma reunião em Bruxelas, onde ministros das Relações Exteriores da Otan se encontram com representantes europeus, na expectativa de que o secretário de Estado, Marco Rubio, abordasse as incertezas sobre a posição dos EUA, especialmente em meio ao aumento das tensões relacionadas a novas tarifas comerciais.

A confiança europeia nos Estados Unidos como a principal salvaguarda do continente contra potenciais agressões da Rússia tem sido seriamente comprometida pela tentativa de reaproximação de Trump com Moscou e pela pressão intensa sobre Kiev, enquanto busca um fim para o conflito na Ucrânia. Ademais, Washington tem comunicado de forma clara nos últimos meses que a sua atenção não pode mais se concentrar exclusivamente na segurança europeia, indicando que os países europeus terão que aumentar significativamente seus investimentos em defesa.

As declarações e ações do governo Trump suscitaram incertezas sobre o futuro da Otan, a aliança transatlântica que tem sido fundamental para a segurança europeia nas últimas sete décadas. Rutte esclareceu antes da reunião que os Estados Unidos não planejam uma retirada imediata de suas forças militares na Europa, apesar das exigências de que os aliados europeus assumam maior responsabilidade por sua própria defesa. “Entendemos que, para a América manter sua posição como superpotência, eles precisam atuar em múltiplos teatros. Debatemos isso há muitos anos”, afirmou.

Matthew Whitaker, que assumiu o cargo de embaixador dos Estados Unidos nesta quinta-feira, comentou que seu início de mandato ocorre em um momento crucial para a história da aliança. Ele expressou que, sob a liderança de Trump, a Otan será mais forte e mais eficaz. “Contudo, a vitalidade da aliança depende do comprometimento de cada aliado em cumprir sua parte”, disse em uma declaração.

Ministros europeus também devem utilizar a reunião para tentar influenciar as negociações que Trump iniciou com a Rússia em relação à guerra na Ucrânia, que teve início com a invasão russa em 2022. Um diplomata sênior da Otan relatou que existe desconforto entre os países europeus pelo fato de não estarem envolvidos nas negociações cruciais para a segurança do continente. “Isso é difícil de aceitar, mas é uma realidade”, comentou, preferindo permanecer anônimo.

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