5 abril 2025
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Europeus responsabilizam a Rússia por sabotar os esforços de paz dos EUA na Ucrânia

Durante uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), os ministros das Relações Exteriores da Europa expressaram, em 4 de novembro, suas críticas à Rússia por obstruir os esforços dos Estados Unidos para alcançar a paz na Ucrânia. Esses ministros solicitaram uma pressão mais intensa sobre Moscou para que aceitasse um cessar-fogo, com o objetivo de influenciar a administração norte-americana a adotar uma postura mais rigorosa em relação ao conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que há semanas prometeu um término rápido da guerra que se arrasta há três anos, afirmou publicamente que acredita na intenção de Vladimir Putin de buscar a paz.

Entretanto, informações obtidas indicam que a Casa Branca tem se mostrado cautelosa quanto às intenções de Putin, apesar das reiteradas afirmações de Trump de que o líder russo deseja a resolução do conflito. O Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, enfatizou que Putin “continua a ofuscar”, e ressaltou que o presidente russo poderia ter aceitado um cessar-fogo, mas optou por continuar os ataques à Ucrânia e à sua população civil. Lammy destacou sua percepção das ações de Putin de forma assertiva, afirmando que as consequências das ações do líder russo são claras.

A Ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, criticou as declarações de Putin sobre negociações, considerando-as “promessas vazias”. Ela argumentou que, ao criar novas exigências continuamente, Putin busca apenas ganhar tempo e evitar o comprometimento com um cessar-fogo. Ministros das Relações Exteriores de países como Canadá e Estônia também se manifestaram, insistindo na necessidade de um prazo para que a Rússia aceitasse um cessar-fogo.

Em Washington, foram mencionados os esforços de comunicação contínua entre as partes envolvidas, com um forte impulso para a busca de uma trégua. Um alto funcionário do Departamento de Estado norte-americano declarou, em 3 de novembro, que houve uma grande maioria por parte dos membros da Otan em apoiar a Ucrânia, o fim da guerra e as iniciativas do presidente Trump para a resolução do conflito, ao mesmo tempo em que reconheciam que a Rússia precisava agir de forma mais decisiva nesse contexto. Embora não houvesse um consenso claro sobre um cronograma específico para aumentar a pressão sobre a Rússia, a ideia de que “quanto mais cedo, melhor” prevaleceu.

A confiança da Europa nos Estados Unidos como seus principais protetores contra possíveis ameaças russas foi grandemente abalada pela aproximação de Trump com Moscou e pela pressão que ele exerce sobre Kyiv. Um diplomata sênior da Otan assinalou que há um sentimento de desconforto entre os europeus, pois ainda não estão participando de negociações cujos resultados afetarão significativamente a segurança do continente nas próximas décadas.

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