5 abril 2025
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Forças de Israel Sofrem Críticas Acentuadas por Animação Controverso

As Forças de Defesa de Israel (FDI) foram criticadas recentemente pela divulgação de animações que retratam soldados israelenses em atividade. Estas animações foram criadas utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) que imitam o estilo do renomado artista japonês Hayao Miyazaki, famoso por suas obras do Studio Ghibli. As publicações realizadas no dia 30 de março de 2025 geraram repercussão significativa ao longo da semana, coincidentes com o aumento das operações militares de Israel na Faixa de Gaza e ataques na região do Líbano. Além disso, as FDI enfrentam acusações de crimes de guerra contra a população palestina.

As animações apresentadas destacam diversas operações das FDI. Um dos clipes mostra dois soldados armados com rifles diante de uma bandeira de Israel. Outras representações incluem simulações de atividades marítimas, além de um vídeo que mostra dois pilotos em um jato, enquanto na realidade, as forças israelenses realizam bombardeios na Gaza, Líbano e Síria. Desde o início do conflito entre Israel e o grupo radical Hamas, em outubro de 2023, estima-se que mais de 50 mil palestinos tenham perdido a vida.

A iniciativa, embora já considerada controversa por mimetizar o trabalho de um artista, adquire um caráter ainda mais polêmico no contexto das FDI, visto que Miyazaki é amplamente reconhecido por suas obras pacifistas. Em 2003, ele se absteve de comparecer à cerimônia do Oscar em um gesto de protesto contra a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. Além disso, o artista manifestou sua desaprovação ao uso de IA, descrevendo-o como um “insulto à vida”.

Em resposta às animações, internautas começaram a compartilhar representações que apresentam uma perspectiva diferente sobre a vida na Faixa de Gaza. Essas imagens incluem a cena de uma família sob rendição de soldados israelenses, militares segurando um vestido vermelho — uma referência a um incidente em que soldados filmaram um vídeo zombando das roupas íntimas de mulheres em Gaza — e um homem empunhando uma bandeira da Palestina, acompanhado da legenda: “A terra é nossa e nós a recuperaremos mais cedo ou mais tarde”.

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