Um ataque ocorreu na tarde de sexta-feira (21) em Berlim, resultando em um ferimento grave em um cidadão espanhol de 30 anos no Memorial do Holocausto. O incidente foi reportado pela polícia por volta das 18h, quando um homem agrediu a vítima possivelmente utilizando um objeto cortante. Atualmente, a vítima está passando por uma cirurgia.
Após uma operação de busca, as autoridades prenderam um homem que é considerado o principal suspeito do ataque. O porta-voz da polícia local confirmou que este indivíduo é provavelmente o responsável pela agressão ocorrida no memorial. O ataque acontece em um contexto de tensões políticas, já que as eleições legislativas estão se aproximando e as pesquisas de opinião indicam que o partido de extrema direita, Alternativa para a Alemanha (AfD), está em ascensão.
A polícia de Berlim informou que o estado de saúde da vítima é crítico e que os detalhes do ocorrido ainda não estão claros. As autoridades não revelaram a possível motivação do autor do ataque. O Memorial do Holocausto, que foi inaugurado em 2005 e está localizado perto de pontos turísticos importantes, presta homenagem aos judeus mortos durante o regime nazista. O perímetro ao redor do memorial foi isolado para investigações.
De acordo com relatos de um jornalista presente no local, há uma significativa presença policial e veículos de emergência. Além disso, foi noticiado que serviços de emergência estão atendendo pessoas em estado de choque. Esse incidente se insere em uma série de ataques que marcaram a campanha eleitoral desse ano, incluindo eventos trágicos como um atropelamento em um mercado de Natal que causou várias mortes e um ataque a faca em um parque, resultando em vítimas fatais.
À medida que se aproximam as eleições, a violência tem sido um tema recorrente, refletindo tensões sociais amplas. A agenda política atual também tem sido amplamente influenciada pela questão da imigração, que gerou debates acirrados e polarizados entre os partidos. As últimas previsões eleitorais sugerem que o AfD pode obter considerável apoio nas urnas, potencialmente alcançando até 20% dos votos, atrás apenas do partido conservador que lidera as pesquisas.