26 fevereiro 2025
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Número de vítimas do serial killer de Alagoas atinge 18 confirmadas

A Polícia Civil de Alagoas informou, em coletiva realizada nesta terça-feira (25), que Albino Santos, considerado o maior serial killer da história do estado, acumula agora 18 homicídios confirmados em sua autoria. Além dos assassinatos, ele também é investigado por seis tentativas de homicídio. As informações foram apresentadas pelos delegados Tacyane Ribeiro e Gilson Rêgo, que conduzem as investigações. Com os novos dados obtidos, Albino agora se destaca entre os cinco maiores serial killers do Brasil, de acordo com as autoridades.

As investigações anteriores já vinculavam Albino a dez homicídios na região baixa de Maceió. Durante a fase mais recente das apurações, foram descobertos oito assassinatos adicionais, ocorridos entre 2019 e 2020, período em que ele residia nas proximidades do Jardim Petrópolis. Os locais destes crimes incluem áreas como a Chã da Jaqueira.

A delegada Tacyane Ribeiro, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que a descoberta dos novos delitos é resultado da segunda fase das investigações sobre as atividades criminosas de Albino. O avanço nas apurações foi possibilitado pela análise de um celular apreendido com o suspeito, que continha informações significativas para a resolução dos casos. Entre os dados coletados, estava o nome completo de uma das vítimas identificadas, Genilda Maria da Conceição, e a data do homicídio: 6 de fevereiro de 2019.

Com base nas informações reveladas, Albino confessou vários outros assassinatos, que incluem vítimas como Alysson Santos Silva, Marcelo Lopes dos Santos, José Cícero Bernardo da Silva, Maria Vânia da Silva Nunes, João Santos Mateus, Antônio de Oliveira Melo Neto e Maria Claudiana da Silva. A Polícia Científica realizou exames balísticos que confirmaram o uso da mesma arma em todas as mortes, um revólver calibre 38. Segundo as declarações de Albino, ele se livrou da arma, jogando-a em um rio.

As investigações também uncoveram detalhes perturbadores, como arquivos armazenados no celular do réu, que continham pastas com títulos como “odiada Instagram” e “morte especiais”. Além disso, o serial killer costumava fotografar os túmulos de suas vítimas, que estão enterradas em cemitérios públicos de Maceió. A Polícia Civil acredita que, pela data das fotografias, os túmulos pertencem, pelo menos, a duas das vítimas identificadas.

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