O presidente do Chile, Gabriel Boric, anunciou na noite de terça-feira, 25 de outubro, que a energia foi restabelecida para metade dos 8 milhões de lares que foram recentemente impactados por um apagão de grandes proporções no país. Boric também declarou estado de emergência e instaurou um toque de recolher das 22h às 6h, abrangendo a região norte de Arica até a região sul de Los Lagos. “Atualmente, dos 8 milhões de domicílios que enfrentavam a falta de eletricidade, 4.150.000 estão recuperando energia de maneira gradual, embora instável”, informou o presidente durante uma coletiva à imprensa.
O apagão em questão afetou 14 das 16 regiões do Chile. A titular do Ministério do Interior, Carolina Toha, esclareceu que o incidente foi ocasionado por uma falha na linha de transmissão no norte do país, descartando a possibilidade de um ataque cibernético. Na capital, Santiago, à noite, eram visíveis prédios mal iluminados e ruas escuras em decorrência da interrupção do fornecimento de energia.
De acordo com o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred), o apagão afetou vastas áreas do Chile, incluindo a área metropolitana de Santiago, onde o sistema de metrô ficou fora de operação. Em seu comunicado, o Senapred detalhou que os danos foram registrados em 14 das 16 regiões do Chile. Horas após o início da crise energética, o governo anunciou o estado de emergência e implementou o toque de recolher no horário mencionado.
Além disso, a estatal chilena Codelco, a maior produtora de cobre do mundo, relatou que o apagão impactou todas as suas unidades operacionais, incluindo as minas de Chuquicamata, Andina, Salvador e El Teniente. O grande corte de energia, o mais significativo no Chile em anos, causou a interrupção da iluminação na capital, enquanto as sirenes de veículos de emergência ecoavam pela cidade, segundo relatos de testemunhas. O fechamento do metrô de Santiago, sistema que transporte milhões de passageiros diariamente, resultou na retirada de viajantes dos trens que ficaram parados.