Na noite de terça-feira, 25 de outubro, um jesuíta argentino de 88 anos foi submetido a uma tomografia computadorizada (TC) programada, destinada ao monitoramento radiológico de uma pneumonia bilateral.
De acordo com informações divulgadas pelo Vaticano, os resultados do exame, que representa a terceira avaliação desde o início da hospitalização, devem ser conhecidos nesta quarta-feira, 26 de outubro. O papa Francisco, cujo estado de saúde é considerado “crítico”, teve uma “noite tranquila”, conforme anunciado pelo Vaticano no dia em que completa 13 dias internado na clínica Gemelli de Roma para tratamento da pneumonia. A nota da Santa Sé afirma que o líder espiritual de 1,4 bilhão de católicos está “descansando”.
Na noite anterior, o Vaticano havia declarado que, embora a condição continuasse “crítica, mas estável”, o prognóstico era “reservado”. O boletim médico indicou que o Papa havia trabalhado durante o dia. Além disso, foi relatado que ele havia realizado uma TC programada para observar a pneumonia, uma infecção pulmonar que pode ser potencialmente fatal.
A saúde de Jorge Bergoglio é motivo de preocupação global. Fiéis católicos ao redor do mundo rezam por sua recuperação, com orações que vão desde sua cidade natal, Buenos Aires, até a Praça de São Pedro, onde, na terça-feira, tanto cardeais quanto devotos se reuniram para rezar um rosário em sua homenagem.
A situação recorda as aglomerações que ocorreram antes do falecimento do papa João Paulo II, em 2005. Entretanto, o cardeal hondurenho Óscar Rodríguez Maradiaga, que coordena o Conselho de Cardeais do papa, ressaltou que “ainda não é a hora dele ir ao céu”. Durante uma missa realizada em Roma na noite de terça-feira, a devota Marcela Oviedo, de 55 anos, afirmou que “sempre rezamos por ele e agora redobramos nossas orações”.
Na manhã de quarta-feira, velas, desenhos e mensagens de apoio ao papa Francisco estavam expostos ao redor da estátua de João Paulo II em frente ao Hospital Gemelli, que se tornou o ponto central dos jornalistas que acompanham o estado de saúde do pontífice há quase duas semanas. Esta hospitalização, a quarta e mais longa desde 2021, gera grande preocupação devido a problemas de saúde anteriores do papa, incluindo cirurgias no cólon e no abdômen, além de dificuldades para caminhar.
A situação voltou a levantar questões sobre a capacidade do papa de desempenhar suas funções, especialmente considerando que o direito canônico não contempla diretrizes para problemas graves que possam afetar sua lucidez. Também reavivou especulações sobre a possibilidade de renúncia, embora Francisco tenha afirmado várias vezes que o momento ainda não chegou. Apesar da internação, o papa mostrou-se mais ativo ao longo da semana.
Na segunda-feira, ele contatou uma paróquia em Gaza, como tem feito desde o início do conflito, autorizou a canonização de dois leigos, incluindo o “médico dos pobres” venezuelano José Gregorio Hernández, e convocou um consistório, cuja data ainda não foi anunciada. Importantes líderes internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente francês Emmanuel Macron, e Nicolás Maduro, da Venezuela, enviaram mensagens de apoio, com este último chamando o papa de “líder ético da humanidade”.