O presidente Lula concedeu uma entrevista à Rádio Tupi FM nesta quinta-feira. Durante a conversa, integrantes de sua equipe de alto escalão expressaram a opinião de que a inflação nos alimentos é um fator principal para a significativa queda na popularidade do presidente, superando problemas relacionados à comunicação nos dois primeiros anos de seu governo.
Recentemente, uma pesquisa da Quaest indicou que, em estados do Nordeste como Bahia e Pernambuco, a desaprovação do presidente ultrapassou a aprovação pela primeira vez em sua trajetória. Este é um fenômeno inédito que chama a atenção.
O aumento do valor do dólar, dos produtos básicos e dos insumos alimentares impactou diretamente os preços nos supermercados, o que, segundo membros da equipe, prejudicou a imagem do presidente. A inflação de alimentos é considerada a mais sensível, pois afeta diretamente o orçamento e a alimentação das famílias.
Os assessores apontam Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, como um dos principais responsáveis pela situação, atribuindo-lhe a responsabilidade não apenas pelas taxas de juros elevadas, mas também pelo agravamento das tensões no mercado financeiro. Eles acreditam que esse cenário contribuiu para a desvalorização do real, o que, por sua vez, intensifica a pressão sobre os preços, inclusive dos alimentos.