O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou a interrupção de mais de 90% dos prêmios de ajuda externa vinculados à Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), conforme indicado em um processo judicial recente. De acordo com os documentos, aproximadamente 5.800 prêmios da USAID foram encerrados, enquanto mais de 500 prêmios permaneceram em status de retenção. O valor total associado aos prêmios retidos é estimado em cerca de 57 bilhões de dólares.
Além dos prêmios da USAID, o processo também revelou que cerca de 4.100 prêmios estaduais foram encerrados e cerca de 2.700 prêmios estaduais permanecem retidos. O governo afirmou, posteriormente, que ainda existem 297 contratos que necessitam de revisão. Essa redução drástica nos prêmios de ajuda externa representa um impacto significativo para o trabalho realizado por organizações não governamentais (ONGs) e contratantes. A paralisação dos programas de ajuda em diversas regiões do mundo foi provocada por um congelamento abrangente de financiamento e pela auditoria de bilhões de dólares em assistência.
Esse contexto decorre do fato de que a administração Trump optou por colocar a maior parte da força de trabalho da USAID em licença ou, em alguns casos, demiti-los. As atualizações divulgadas pela administração em resposta a um processo judicial contestando a suspensão geral da ajuda externa indicam que o Secretário de Estado, Marco Rubio, tomou decisões individuais sobre cada prêmio, determinando se deveriam ser mantidos ou rescindidos com base nos interesses nacionais e nas diretrizes de política externa dos Estados Unidos.
Contudo, os reclamantes no processo contestaram a afirmação de que Rubio esteve pessoalmente envolvido na revisão de todas as decisões de rescisão, argumentando que é impraticável para uma única pessoa, ou mesmo um pequeno grupo, conseguir analisar de forma substancial todos esses contratos e prêmios em um período de tempo tão restrito.