O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, encontra-se atualmente nos Estados Unidos para uma importante reunião com o ex-presidente Donald Trump. O foco desta visita é discutir um potencial acordo de paz que visa encerrar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Esta visita ocorre em um contexto crítico, logo após a participação do presidente francês, Emmanuel Macron, em reuniões similares, ressaltando a urgência de uma solução diplomática para a guerra. Durante as discussões, Starmer e Trump deverão abordar questões de segurança relativas à Ucrânia, especialmente considerando o histórico apoio de Trump a Vladimir Putin, o que pode levantar preocupações acerca de um eventual acordo mediado pelos Estados Unidos e seu impacto na posição militar da Ucrânia.
Os Estados Unidos têm expectativas de que o Reino Unido e outras nações europeias assumam os custos e forneçam as tropas necessárias para estabelecer uma nova fronteira ucraniana. Contudo, a Rússia ainda não concedeu seu consentimento completo a esse plano, o que pode complicar o andamento das negociações. Além das questões de segurança, Starmer deverá discutir com Trump as novas tarifas recentemente anunciadas, que incluem uma taxa de 25% sobre produtos europeus. Essa medida pode exacerbar a crise econômica na Europa, que já enfrenta dificuldades em função dos crescentes gastos militares e do aumento do custo de vida gerado pela guerra na Ucrânia.
Apesar da presença de Starmer e da histórica aliança entre o Reino Unido e os Estados Unidos, muitos analistas permanecem céticos quanto à possibilidade de um progresso significativo nas negociações, devido ao posicionamento firme de Trump em questões militares e econômicas. A visita de Starmer está sendo monitorada de perto por observadores internacionais, assim como a esperada visita do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que pode ter uma influência considerável no desfecho do conflito em 2025.