O maiô vermelho-bombeiro de Pamela Anderson, conhecido por seu corte alto e decote profundo, se tornou um dos trajes de banho mais icônicos dos anos 90, especialmente durante sua participação na série “Baywatch”, que foi exibida de 1992 a 1997. Este traje significativo está agora em exposição na mostra “Splash! A Century of Swimming and Style”, localizada no Museu do Design em Londres, que ficará aberta até 17 de agosto. O maiô está suspenso em uma vitrine de vidro em um manequim invisível, sendo a peça central da exposição, que traça a evolução dos trajes de banho ao longo do tempo.
A curadora e historiadora da moda Amber Butchart destacou a importância do maiô vermelho, comentando sobre seu impacto na cultura visual da década de 90, em que as expectativas sobre a aparência das mulheres eram frequentemente moldadas pelo olhar masculino. Butchart elogiou Anderson por sua habilidade em reverter essa narrativa e recuperar seu controle sobre sua imagem pública. Anderson, durante sua atuação na série, interpretou a salva-vidas C. J. Parker, um papel que a associou a um estilo de vida californiano e que a fez famosa.
Apesar de seu impacto duradouro em “Baywatch”, Anderson tem buscado diversificar sua carreira e imagem, envolvendo-se em diferentes projetos que vão desde livros de culinária até sua estreia em cinema independente. O programa “Baywatch” é considerado um dos mais vistos da história da televisão, atraindo mais de um bilhão de espectadores em todo o mundo. Essa popularidade gerou uma condição conhecida como “Cláusulas Pamela”, onde muitos canais internacionais só adquiriam episódios em que Anderson aparecia.
Todos os maiôs da série eram confeccionados sob medida pela marca TYR, permitindo que o design destacasse o físico de cada ator. Butchart enfatizou que um manequim tradicional não seria adequado para exibir o maiô, optando por uma apresentação que divorcia a peça do corpo, enfatizando-o como um objeto de destaque por si só.
A exposição não apenas documenta as mudanças estéticas dos trajes de banho, mas também investiga seu impacto social. Os visitantes passam por uma jornada que começa com os pesados maiôs de malha dos anos 1920 e avança para o biquíni moderno de 1946, até inovações contemporâneas que promovem a inclusão, como maiôs unissex e adaptações para pessoas com deficiência. Butchart comentou que trajes de banho são essenciais para o acesso a espaços públicos, e a falta de um traje apropriado pode privar indivíduos dessa experiência.
Além disso, a exposição aborda a pressão estética associada ao uso de trajes de banho, mostrando como padrões de beleza têm evoluído ao longo do tempo. Uma vitrine exibe um traje de banho de aluguel municipal, refletindo a história da acessibilidade e das expectativas sociais. Publicidades de épocas passadas também são apresentadas, revelando as normas restritivas que moldaram a percepção pública sobre a aparência corporal.
A análise de Butchart encontrou um valor significativo no maiô de “Baywatch” de Anderson, por seu corte mais alto e a resiliência do estilo em um contexto dominado por biquínis. A citação de Anderson em seus próprios designs atuais ressalta um ponto de inflexão em sua carreira, onde ela prioriza roupas de banho práticas sobre a performance estética que a tornou famosa. Essa inclusão de sua própria voz na narrativa reflete um reposicionamento significativo em sua imagem ao longo dos anos.