A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou um parecer que aborda a atuação dos cônjuges dos presidentes da República, em resposta a solicitações da Casa Civil. Este documento surge em meio a críticas sobre os gastos da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. A AGU afirma que os cônjuges têm o direito de se envolver em questões de interesse público, mas suas atividades devem ser voluntárias, não remuneradas e transparentes.
O parecer também recomenda que a agenda de compromissos e os gastos dos cônjuges sejam tornados públicos por meio do Portal da Transparência. A AGU ressalta que a atuação dos cônjuges deve seguir os princípios da administração pública, incluindo legalidade e transparência nas informações financeiras.
Recentemente, Janja tem sido alvo de críticas por sua presença em eventos internacionais e pela falta de clareza sobre os custos de sua equipe. O governo brasileiro gastou R$ 203,6 mil com as despesas da comitiva de Janja em Paris e R$ 34,1 mil com passagens aéreas para Roma. Adicionalmente, ela optou por não viajar a Nova York para representar o Brasil nas Nações Unidas.
Apesar de não ter um cargo oficial, Janja conta com o apoio de uma equipe de pelo menos 12 profissionais, entre assessores e especialistas em redes sociais. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, sugeriu que Janja seja designada a um “cargo honorífico” no governo, o que poderia oficializar sua atuação.