Os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) comprometeram-se a fornecer mais de 20 bilhões de euros (aproximadamente 21,65 bilhões de dólares) em apoio militar à Ucrânia durante os primeiros três meses do ano, conforme anunciado pelo secretário-geral da aliança. Os ministros das Relações Exteriores da Otan se reunirão em Bruxelas nas próximas quinta e sexta-feiras para discutir formas adicionais de assistência à Ucrânia, em resposta à invasão russa que se prolonga há três anos.
A Ucrânia tem buscado fortalecer seus laços com países europeus, especialmente após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. O ex-presidente expressou repetidamente a intenção de reduzir a ajuda militar a Kiev. Enquanto isso, os Estados Unidos estão trabalhando em um acordo destinado a encerrar o conflito atual.
A invasão da Ucrânia pela Rússia ocorreu em fevereiro de 2022, com ataques entrando no país por três frentes: a fronteira russa, a Crimeia e Belarus, um país que é um forte aliado do Kremlin. Inicialmente, as forças leais ao presidente Vladimir Putin obtiveram ganhos significativos, mas a resistência ucraniana foi eficaz em manter o controle de Kiev, apesar dos ataques à cidade.
A ofensiva russa gerou críticas em todo o mundo e resultou em sanções econômicas contra o Kremlin por parte do Ocidente. De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, os principais objetivos de Putin incluem a ocupação total da região de Donbass, que compreende as áreas de Donetsk e Luhansk, além da expulsão das tropas ucranianas da região de Kursk, na Rússia, a qual elas controlam em partes desde agosto. Ambas as partes têm negociado um cessar-fogo, visando a interrupção dos ataques às infraestruturas energéticas de ambos os países.