Pelo menos uma pessoa foi morta e dez ficaram feridas, incluindo três crianças, durante ataques noturnos de drones realizados pela Rússia na Ucrânia, conforme relataram autoridades nesta quarta-feira (2). Vários ataques também causaram danos em instalações de energia em duas regiões do país, de acordo com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Os ataques ocorreram em um contexto de acusações mútuas entre os dois países sobre o não cumprimento de uma pausa proposta pelos Estados Unidos, que visava suspender os ataques às infraestruturas de energia. Zelensky afirmou que a natureza sistemática dos ataques russo demonstra uma desconsideração por parte de Moscou em relação aos esforços diplomáticos. Ele ressaltou que é necessária uma pressão significativa sobre a Rússia para que a guerra encontre um caminho para o seu fim.
Um dos drones atingiu uma subestação na região nordeste de Sumy, enquanto fogo de artilharia danificou uma linha de energia na região central de Dnipropetrovsk, deixando quase quatro mil consumidores sem eletricidade, conforme publicado na rede social X. A noite anterior foi marcada por um total de 74 drones lançados pelo exército russo, dos quais 54 eram do modelo Shahed. A cidade de Kharkiv foi especialmente alvo de 14 desses drones, resultando em feridos, incluindo três crianças.
Além disso, um civil de 45 anos foi morto e outras duas pessoas ficaram feridas em um ataque a um assentamento próximo à linha de frente na região de Zaporizhzhia, conforme informado pelo governador local. Em Kharkiv, o prefeito Ihor Terekhov revelou que foram realizados quinze ataques de drones. O governador da região, Oleh Sinehubov, relatou que entre os feridos estavam um bebê de nove meses, um menino de sete anos e uma menina de dezesseis.
Recentemente, a Rússia intensificou suas ofensivas contra Kharkiv, que resultaram em ao menos duas mortes e ferimentos em dezenas de pessoas durante o fim de semana. A força aérea ucraniana relatou ter abatido 41 dos 74 drones lançados pela Rússia, com outros 20 drones não atingindo seus alvos, possivelmente devido a medidas de contramedidas. A situação permanece complexa, com ambos os países negando alvos civis em suas operações, afirmando que seus ataques visam destruir a infraestrutura do adversário, vista como essencial para os esforços de guerra.