31 março 2025
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Banco altera recomendação da CBA para compra: Oportunidade Imperdível!

A análise dos especialistas em relação à Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) começa a mostrar um panorama de melhora. Após o Itaú BBA restaurar sua recomendação para compra das ações da produtora, o BTG Pactual fez o mesmo, fundamentando sua decisão nos ajustes financeiros realizados pela companhia e nas promissoras perspectivas operacionais.

Além de elevar a classificação de neutro para compra, os analistas revisaram para cima o preço-alvo das ações, aumentando-o de R$ 6,50 para R$ 8,00. Esta nova estimativa indica um potencial de valorização de 67%. O impacto dessa notícia é positivo para as ações da CBA, que está sob o controle do Grupo Votorantim. Por volta das 12h14, as ações estavam em alta de 6,22%, cotadas a R$ 4,95, acumulando um crescimento de 9,51% neste ano e elevando o valor de mercado da companhia para R$ 3,2 bilhões.

Um dos principais motivos que levaram à decisão do BTG Pactual foi a melhoria do perfil financeiro da CBA, especialmente a redução da alavancagem financeira. No momento em que a recomendação foi rebaixada para neutro, no final de 2023, a relação entre dívida líquida e Ebitda da empresa era de quase 10 vezes. Atualmente, a Companhia observa um nível de alavancagem de 2,8 vezes e projeta encerrar o ano em 2 vezes. Um trecho do relatório menciona que, “observamos oportunidade para um rebalanceamento do valor da empresa, especialmente com a diminuição da dívida e o aumento no valor do patrimônio”.

Adicionalmente, a CBA encontra-se em uma fase mais favorável em comparação ao ano de 2023, quando enfrentou uma substancial queda no preço do alumínio, que chegou a cerca de US$ 2,2 mil por tonelada, resultando em custos elevados e dificuldades operacionais devido a problemas no fornecimento de coque. Com a estabilização das operações e a expectativa de aumento no preço do alumínio, impulsionada por restrições produtivas na China e pela demanda decorrente da transição energética, há projeções de que os preços possam se aproximar de US$ 3,5 mil por tonelada. Isso, combinado com a gestão de passivos, leva os analistas do BTG Pactual a prever uma melhoria na taxa de retorno sobre o fluxo de caixa.

Apesar de ainda ser uma opção com baixa liquidez, a CBA é vista como a empresa com maior fluxo de caixa livre (FCF yield) dentro da cobertura dos analistas, alcançando 14%, enquanto a maioria das entidades analisadas apresenta um FCF yield em torno de 10% ou inferior. O preço do alumínio foi um fator crucial para que o Itaú BBA aumentasse sua recomendação das ações da CBA, revisando o alvo de R$ 6,50 para R$ 7,00, revertendo assim a classificação anterior.

Para 2023, os analistas projetam que o preço médio do alumínio atingirá US$ 2.625 por tonelada, com uma expectativa de US$ 2.700 em 2026. Esse cenário, aliado a uma melhoria nos custos, resultou em uma revisão positiva de 11% nas projeções de Ebitda para 2025, que agora é estimado em R$ 1,6 bilhão, durante um período em que a CBA demonstra um valuation interessante. De acordo com o relatório, “esperamos um potencial de valorização em torno de 35% com base no fluxo de caixa descontado, com as ações sendo negociadas a um EV/Ebitda de 4,5 vezes em 2025, abaixo do intervalo considerado justo de 5,5 a 6,0 vezes. Também prevemos uma geração sólida de FCF de 13% em 2025”.

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