2 abril 2025
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Bolsonaro e seu partido solicitam anulação da decisão do STF sobre Ramagem na Câmara

Um deputado federal está sendo acusado de golpe de Estado, com um partido fundamentando sua defesa em um trecho da Constituição que confere à Câmara dos Deputados o poder de suspender o andamento de uma ação penal enquanto o parlamentar mantiver seu mandato.

Recentemente, um partido político protocolou um pedido na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, solicitando a suspensão do processo penal que está sendo julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o deputado federal Alexandre Ramagem. Ele é acusado de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado. O ex-presidente também foi incluído como réu na ação. A base legal para o pedido é um dispositivo constitucional que assegura a suspensão do andamento de investigações contra parlamentares eleitos. Para a aprovação do pedido, seriam necessários 257 votos.

A denúncia aceita pela Procuradoria-Geral da República e confirmada pelo STF alega que, durante sua gestão na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem teria colaborado com o ex-presidente Jair Bolsonaro na implementação de um “plano criminoso”, que visava desacreditar as urnas eletrônicas e seus opositores. Isso teria culminado em uma tentativa de golpe de Estado. Ramagem ocupou o cargo até março de 2022. Conforme a Constituição, após a aceitação da representação, a Câmara tem um prazo de 45 dias para analisar o pedido de suspensão.

A Polícia Federal indicou que Ramagem teria se tornado um dos principais conselheiros do ex-presidente e teria articulado ataques ao STF. Investigações revelaram mensagens que sugerem que ele incentivou Bolsonaro a desafiar os ministros do tribunal. A defesa do deputado caracterizou as evidências apresentadas como insuficientes e negou qualquer envolvimento dele em ações golpistas. No pedido do partido, é argumentado que os crimes imputados ocorreram após a diplomação de Ramagem, que aconteceu em 19 de dezembro de 2022. O texto afirma que o crime de organização criminosa armada teria uma natureza permanente, estendendo-se até janeiro de 2023, e que os outros crimes teriam se concretizado no dia 8 de janeiro de 2023.

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