Calouros do curso de medicina veterinária em uma instituição de ensino superior no interior de São Paulo participaram de um trote universitário que envolveu uma prática polêmica. O evento ocorreu na última segunda-feira (24) na Universidade de Araraquara (Uniara) e um vídeo do incidente foi compartilhado nas redes sociais da Atlética de Veterinária, mas foi removido posteriormente.
A administração da Uniara emitiu uma declaração afirmando que o evento estudantil ocorreu fora do campus e que a instituição não tinha conhecimento da situação. Além disso, a universidade esclareceu que a cabeça do porco utilizada não era da instituição e que não se sabe a procedência do item, dado que a atividade ocorreu fora das instalações acadêmicas. A universidade ressaltou os potenciais riscos à saúde pública e à segurança sanitária que essa prática representa. A administração também expressou repúdio ao ocorrido e se comprometeu a investigar os fatos para identificar os responsáveis.
O professor Douglas Augusto Franciscato, coordenador do curso, afirmou que atividades desse tipo são proibidas dentro da universidade e que os eventos promovidos não eram de seu conhecimento até a sua divulgação nas redes sociais. Ele enfatizou as preocupações relacionadas ao bem-estar animal, assim como à saúde humana.
A Associação Atlética Acadêmica de Medicina Veterinária da Uniara, que utilizou o perfil para publicar o vídeo, também se manifestou, condenando o ocorrido e afirmando que não apoia práticas que causam desconforto ou humilhação aos alunos. A entidade Defendeu uma recepção que promova o respeito e a ética, sem a necessidade de rituais que coloquem os novos alunos em situações desconfortáveis.
A medicina veterinária é uma profissão que valoriza a ética e o bem-estar animal, e ações como a que ocorreu no trote vão contra esses princípios fundamentais. A associação reafirmou seu compromisso com uma integração respeitosa e responsável no contexto acadêmico, repudiando qualquer forma de trote abusivo.