28 fevereiro 2025
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Carnaval 2025: Como a Festa Afeta seu Bolso e a Economia?

Uma das festividades mais significativas do Brasil, o Carnaval, é amplamente reconhecido por seu impacto positivo nas economias locais, geração de empregos e estímulo ao turismo. Para 2025, espera-se que as receitas associadas a essa celebração atinjam números recordes, acompanhadas por gastos crescentes dos participantes.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o faturamento durante o Carnaval de 2025 chegue a R$ 12 bilhões. Caso essa previsão se concretize, o evento pode se tornar o mais rentável desde 2015, com um crescimento projetado de 2,1% em comparação a 2024, quando a festividade ocorreu em fevereiro.

O Ministério do Turismo prevê que a festividade envolva mais de 53 milhões de pessoas em todo o país, representando um aumento de 8% em relação ao ano anterior. O ministro do Turismo, Celso Sabino, destaca que o Carnaval não apenas movimenta o turismo, mas também promove a economia e cria empregos para milhares de famílias, desde vendedores ambulantes até empresários do setor hoteleiro.

O Brasil se consolida como um destino preferido para turistas internacionais por diversas razões, incluindo campanhas de marketing eficazes, infraestrutura de qualidade, clima tropical e um calendário diversificado de eventos.

O Rio de Janeiro, uma cidade de renome mundial, espera atrair 8 milhões de visitantes para o seu Carnaval de rua, com uma movimentação financeira estimada em R$ 5,5 bilhões, conforme informações da RioTur. Em 2025, 482 blocos de carnaval estão programados para desfilarem, aumentando em 32 o número de blocos em relação a 2024.

Além disso, dados da Booking.com indicam que o Brasil é o país mais buscado por viajantes durante esse período, com o Rio de Janeiro figurando como o segundo destino mais procurado globalmente, atrás apenas de Dubai. Durante o Carnaval, o aeroporto Rio Galeão prevê a movimentação de 674 mil passageiros, um aumento de 22% em comparação à celebração de 2024.

Por outro lado, o Carnaval de rua em São Paulo também se prepara para um recorde, com a expectativa de 4,5 milhões de foliões e uma movimentação econômica de R$ 6,4 bilhões, conforme dados do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET). A taxa de ocupação em hotéis e pousadas deve alcançar 65%.

A análise de Enio Miranda, diretor de Planejamento Estratégico da Federação dos Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), ressalta que o Carnaval está cada vez mais consolidado como parte do calendário turístico internacional. Os turistas estrangeiros injetaram R$ 31,6 bilhões na economia brasileira entre janeiro e outubro de 2024, um aumento de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Banco Central.

Esse evento também deve gerar cerca de 300 mil postos de trabalho temporários no interior e litoral de São Paulo. Luís Carlos Burbano, coordenador da Fhoresp, enfatiza que esses empregos proporcionam renda imediata para as famílias e auxiliam na dinamização da economia local.

Minas Gerais projeta um crescimento de 10% no número de foliões em relação ao ano passado, quando 12 milhões de pessoas participaram das festividades. Destinos populares incluem Belo Horizonte e Ouro Preto. Em Salvador, a expectativa é que cerca de 850 mil turistas estejam presentes nos circuitos tradicionais, contribuindo com R$ 1,8 bilhão para a economia local, um aumento de 63% em relação a 2024.

Em Pernambuco, o Carnaval se estende por dez dias e as expectativas são de que esse ano superem os 2,3 milhões de turistas do ano passado.

Entretanto, o Carnaval, apesar de ser uma época de festividade e alegria, também representa despesas significativas. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) revela que os principais produtos e serviços relacionados ao Carnaval tiveram uma inflação media de 4,42% nos últimos 12 meses, superando a taxa de -1,83% do ano anterior.

Além do aumento nos preços, consumidores podem encontrar taxa de imposto que pode chegar a 57% sobre itens tradicionais de Carnaval. Um estudo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra que produtos como whisky, máscaras de lantejoulas, fantasias e chope estão entre os mais tributados.

Especialistas também afirmam que os preços dos produtos durante o Carnaval podem ser mais altos do que em outras épocas do ano devido à demanda. Para aqueles que desejam economizar nas fantasias, a reutilização ou uso criativo das roupas pode ser uma opção recomendada por economistas.

Apesar desses custos, a expectativa é de um crescimento nas vendas, com uma pesquisa indicando aumento de 15% no faturamento relacionado ao Carnaval em comparação ao feriado anterior.

A movimentação econômica durante o Carnaval também traz impacto nas arrecadações estaduais, refletindo incremento na receita de impostos sobre produtos típicos. Pasagens aéreas e pacotes de turismo são influenciados por fatores como câmbio e custos de combustíveis, enquanto bebidas estão sujeitas a elevadas taxas tributárias.

Essas altas taxas são resultado do sistema tributário brasileiro, que impõe pesadas taxas sobre os itens de consumo. A imposição de altas taxas sobre bebidas alcoólicas é justificada como uma forma de desencorajar o consumo excessivo, embora não haja clareza sobre os impostos sobre produtos como fantasias.

No quesito tributação, os dados indicam que o whisky possui a maior carga tributária, de 56,4%, seguido pelo chope e máscaras de lantejoulas. As fantasias e outros itens também figuram entre os produtos mais tributados, refletindo uma carga tributária comparável à de países desenvolvidos, mas com rendas per capita significativamente inferiores.

Aqui estão algumas das taxas de tributo sobre produtos carnavalescos:

– Cachaça: 43,8%
– Chope: 44,3%
– Máscara de plástico: 46,6%
– Fantasia carnaval: 45,6%
– Whisky: 56,4%

Esses dados destacam a importância econômica do Carnaval, tanto para o prazer popular quanto para a movimentação financeira no Brasil.

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