A guerra comercial entre os Estados Unidos e seus principais aliados intensificou-se recentemente com a introdução de novas medidas por parte do governo chinês. A China anunciou a aplicação de uma tarifa de importação de 34% sobre produtos americanos, uma taxa que corresponde àquela imposta pelo presidente dos Estados Unidos em relação à economia chinesa. Além disso, o governo chinês adicionou 11 empresas americanas a uma lista que restringe as interações comerciais com companhias da China e implementou limites na venda de minerais raros, que são cruciais para a indústria tecnológica americana. O governo chinês também declarou que irá denunciar as tarifas americanas à Organização Mundial do Comércio, embora essa instituição esteja enfrentando dificuldades operacionais desde a administração anterior.
A China ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos. No último ano, as exportações chinesas para os Estados Unidos totalizaram aproximadamente 420 bilhões de dólares, enquanto as importações americanas para a China alcançaram cerca de 140 bilhões de dólares. Em contraste, o presidente americano afirmou que a decisão da China estava errada e sugeriu que as autoridades chinesas reagiram em estado de pânico ao implementar essas tarifas.
Com o fechamento gradual dos portos americanos, há uma expectativa de que a indústria chinesa busque novos mercados em outros países para escoar sua produção, já que o mercado interno não é capaz de absorver toda a oferta. O Citigroup projeta que a guerra comercial poderá impactar negativamente o PIB da China em até 2,4% apenas neste ano. Em resposta à situação, a China está promovendo a ampliação de suas relações comerciais com a Europa, embora encontre resistência dos líderes europeus devido ao apoio da China à Rússia no conflito com a Ucrânia. A maior parte dos produtos chineses, contudo, deverá ser direcionada para mercados asiáticos, da América Latina e da África, regiões onde a China já possui um elevado nível de investimento.