Na noite de sexta-feira, o Sport Club Corinthians Paulista divulgou um comunicado sobre um suposto aumento de R$ 700 milhões em sua dívida bruta. A nota expressou surpresa diante das notícias recentes e forneceu algumas informações preliminares que serão detalhadas em um balanço financeiro a ser publicado posteriormente.
Segundo as informações divulgadas pela diretoria do Corinthians, o aumento na dívida é atribuído a dois fatores: R$ 400 milhões correspondem a dívidas geradas pela atual gestão liderada por Augusto Melo, enquanto R$ 300 milhões são referentes a juros de dívidas contraídas por gestões anteriores. A diretoria também indicou que o balanço financiará dívidas anteriores que não haviam sido contabilizadas anteriormente.
Além de esclarecer a situação financeira, a diretoria apresentou algumas perspectivas otimistas para o futuro, destacando expectativas de receitas e EBITDA históricas para o clube, além de um resultado operacional gerencial próximo a zero.
Outro ponto relevante mencionado no comunicado foi o descontentamento da direção em relação à reunião do Conselho de Orientação (CORI) realizada na quinta-feira. Foi esclarecido que nenhum membro da diretoria foi formalmente convidado para essa reunião. Somente dois funcionários da equipe foram convidados a participar, enquanto o diretor financeiro e sua equipe se mostraram disponíveis para dialogar, mas não foram chamados durante o encontro.
A diretoria relatou que um e-mail foi enviado pelo secretário do CORI durante a reunião, excluindo a maior parte dos diretores. Essa comunicação ocorreu somente após a matéria sobre a reunião ser divulgada na imprensa, levantando questionamentos sobre a transparência do processo.
Além disso, foi mencionado que, na segunda-feira antes da reunião, o diretor financeiro havia enviado uma solicitação para discutir temas financeiros sensíveis, mas até o momento da divulgação do comunicado, não havia recebido resposta.
O mesmo diretor também procurou o secretário do CORI para solicitar a participação na reunião, explicando a importância do assunto e pedindo apenas 15 minutos para abordar questões financeiras pertinentes. Apesar da disposição da diretoria, o retorno nunca ocorreu.
Foi realizada uma reunião produtiva com o Conselho Fiscal, que abordou divergências sobre contingências financeiras e passivos elevados de gestões passadas que impactam o balanço do clube. A diretoria também solicitou orientação sobre a apresentação do balanço de 2024 e a possível revisão do balanço de 2023.
No que diz respeito à estrutura da dívida do clube, a diretoria anunciou que o balanço de 2024 incluirá:
• Receita recorde na história do clube;
• EBITDA recorde;
• Resultado operacional gerencial próximo de zero;
• Aumento da dívida, com impacto estimado em R$ 400 milhões pela atual gestão;
• Pagamento de juros previstos de cerca de R$ 300 milhões em 2024, em relação a dívidas passadas;
• Reconhecimento de dívidas herdadas que não estavam contabilizadas anteriormente.
Essas informações são preliminares, pois o balanço oficial e auditado será apresentado em breve. A diretoria também tem implementado medidas para reestruturar o perfil da dívida, incluindo a adesão ao programa de Recuperação do Crédito Esportivo (RCE) e processos de renegociação tributária, devido ao aumento da taxa Selic que torna a gestão financeira mais desafiadora.
Foi reafirmado o compromisso da diretoria com a transparência, responsabilidade fiscal e o fortalecimento sustentável do Corinthians, ressaltando a importância da colaboração de todos os órgãos envolvidos para encontrar soluções eficazes para o clube.