6 abril 2025
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Despedida Dolorosa: Mulher Fala Sobre a Perda do Amor de Sua Vida Após Deportação Indevida

Kilmar Armando Ábrego García, um pai de três filhos oriundo de Maryland, foi deportado para El Salvador de maneira considerada injusta pelo governo dos Estados Unidos durante a administração de Donald Trump. Sua esposa, Jennifer Stefania Vásquez Sura, informou que ele ainda não conseguiu se comunicar com ela, seus filhos ou qualquer outro parente desde a deportação. Durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira, Vásquez Sura compartilhou que as últimas palavras de García, enquanto estava algemado, foram: “Se você for forte, eu serei forte”, antes de ser levado pelo ICE, sendo que seu filho de cinco anos, Kilmar Junior, estava presente no veículo.

O governo Trump reconheceu em um processo judicial que a deportação de García foi um erro administrativo e alegou não ser capaz de retorná-lo aos Estados Unidos por ele agora estar sob custódia em El Salvador. Líderes de organizações de defesa de direitos humanos criticaram essa declaração, afirmando que separar uma família não pode ser considerado um erro puramente administrativo. Durante a coletiva, Lydia Walther-Rodríguez, da organização CASA, destacou que violar uma ordem judicial é uma ação de grande gravidade.

García havia sido residente em Maryland por 14 anos e recebeu status de proteção em 2019 de um juiz de imigração, que proibia sua deportação. No entanto, ele foi preso pelo ICE em março por supostas ligações com a gangue MS-13, acusação que seus advogados negam, afirmando que ele não possui qualquer envolvimento com essa organização criminosa. A advogada Lucía Curiel, que o representou anteriormente, afirmou que García já havia sido absolvido de acusações de gangues e poderia viver legalmente nos EUA.

Este caso representa uma das primeiras admissões públicas do governo sobre erros em deportações para El Salvador, um tema que está se tornando foco de uma significativa batalha legal. Durante a coletiva, Vásquez Sura expressou sua dor ao revelar que seus filhos, especialmente a filha de 10 anos, tentaram entrar em contato com o pai digitalmente, expressando seu desejo de estar com ele novamente.

García, que trabalhava como metalúrgico e era membro do sindicato SMART, foi destacado como um exemplo de como as deportações sem o devido processo podem afetar famílias. Michael Coleman, CEO da SMART, enfatizou a gravidade da situação, convidando todos a refletirem sobre o impacto que a deportação pode ter em suas vidas.

A vice-presidente do Conselho do Condado de Prince George, Krystal Oriadha, também comentou na coletiva, denunciando a deportação de García como uma ação intencional por parte da administração. Outros membros do conselho reforçaram a ideia de que a justiça e a legalidade estão sendo desrespeitadas no tratamento de imigrantes.

A administração Trump defendeu que não pode trazer García de volta devido à sua custódia em El Salvador, enquanto preocupações sobre sua segurança na prisão de Cecot foram minimizadas. Vásquez Sura, por sua vez, descreveu suas noites como um pesadelo, lidando com a realidade da ausência de García e conclamou a sociedade a lutar pelos direitos dos imigrantes e pelas famílias afetadas.

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