O enviado do presidente russo, Kirill Dmitriev, está em Washington esta semana e declarou que forças não identificadas estão tentando aumentar a tensão entre a Rússia e os Estados Unidos. Em uma postagem no Telegram, ele afirmou que “inúmeras forças interessadas em manter a tensão impedem a restauração da cooperação construtiva”. Segundo Dmitriev, essas forças distorcem deliberadamente a posição da Rússia e tentam interromper qualquer avanço em direção ao diálogo, investindo recursos significativos para esse fim.
O impacto das interações entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump tem gerado preocupações na Ucrânia e entre aliados europeus, que temem que um possível acordo entre os líderes possa comprometer a segurança da região e encerrar a guerra de maneira desfavorável. Dmitriev afirmou que Putin o designou para visitar Washington com o intuito de se reunir com membros do governo americano.
Ele reconheceu que restaurar o diálogo é um processo desafiador e gradual, mas ressaltou que “cada reunião, cada conversa franca nos permite seguir em frente”. Dmitriev também destacou que uma compreensão adequada da posição russa poderia abrir novas oportunidades para uma cooperação construtiva, especialmente nas áreas econômica e de investimento.
O ex-presidente americano expressou seu desejo de ser lembrado como um pacificador e reiterou a intenção de pôr fim ao conflito de três anos na Ucrânia, alertando para o risco de uma potencial escalada que poderia levar a uma Terceira Guerra Mundial entre os Estados Unidos e a Rússia. Autoridades americanas informaram que Steve Witkoff, um enviado de Trump que se encarrega das interações com o Kremlin, convidou Dmitriev para os Estados Unidos na semana anterior.
A Casa Branca emitiu instruções ao Departamento de Estado para que autorizasse uma licença de curto prazo para a visita de Dmitriev, uma medida necessária devido às sanções que ele enfrenta por parte dos EUA.