O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou que solicitou apoio militar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no combate ao narcotráfico. Esta solicitação foi feita durante uma reunião entre os líderes, a qual Noboa considerou “positiva”. Em uma entrevista à Rádio Susesos, o presidente equatoriano mencionou que o país está disposto a aceitar a instalação de bases internacionais, ressaltando que o apoio norte-americano não se restringiria apenas ao narcotráfico, mas também abrangeria questões de pesca ilegal que impactam o Equador.
Noboa também sugeriu ao Congresso equatoriano a revogação da cláusula constitucional que proíbe a presença de bases militares estrangeiras no país, como a que os Estados Unidos operaram até 2009 no porto de Manta, voltada para operações antidrogas. Além disso, anunciou uma parceria com Erik Prince, fundador da empresa de segurança privada Blackwater, que esteve envolvida em controvérsias durante sua atuação no Iraque.
O ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, informou que um grupo de consultores da empresa de Prince está previsto para chegar ao Equador em breve, iniciando o trabalho junto ao governo. Loffredo destacou que as atividades até agora envolvem assessorias e capacitações, mas não se limitarão a esses aspectos. Ele garantiu que qualquer presença estrangeira no país estará submetida à lei e se dará em cooperação com as Forças Armadas e a polícia equatoriana.
Daniel Noboa, de 37 anos, é visto como um aliado significativo dos Estados Unidos na América Latina e busca apoio no combate às facções que atuam no Equador. Trump informou que irá considerar a proposta do Equador de incluir as facções locais com vínculos internacionais na lista de organizações terroristas.
Noboa está em campanha eleitoral para o segundo turno que ocorrerá em 13 de abril, enfrentando uma competição acirrada contra Luisa González, de acordo com as pesquisas.