Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos promulgou um decreto que estabelece uma tarifa aduaneira mínima de 10% para todas as importações que chegam ao país, além de uma taxa de 20% para produtos provenientes da União Europeia.
Em resposta a essas novas tarifas, o governo francês, na figura do ministro da Economia, Éric Lombard, fez um apelo às empresas do país para que demonstrem “patriotismo”. Lombard sugeriu que, se uma grande empresa francesa decidir abrir uma instalação nos Estados Unidos, isso poderia favorecer a posição dos americanos nas negociações em curso.
De acordo com dados da Câmara de Comércio Americana na França (AmCham), existem mais de 4.200 filiais de empresas francesas operando no território americano. Na quinta-feira, o presidente francês Emmanuel Macron orientou essas empresas a suspender todos os projetos de investimento nos Estados Unidos até que a situação se torne mais clara. Lombard destacou que existem meios para negociar a redução das novas tarifas e confirmou que o diálogo já está acontecendo.
Os Estados Unidos se posicionaram como o quarto maior mercado de exportação da França em 2023, atrás apenas da Alemanha, Itália e Bélgica, conforme dados da alfândega francesa. Entre os setores franceses que mais podem ser impactados pelas tarifas estão a indústria aeronáutica, o varejo de luxo, além da produção de vinhos e conhaque.