4 abril 2025
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Incidente de Roswell: descubra a verdade sobre o mais icônico encontro com OVNIs nos EUA

Para muitos estudiosos de objetos voadores não identificados (Ovnis), a queda de um objeto na cidade de Roswell, localizada no estado do Novo México, nos Estados Unidos, representa um dos primeiros registros modernos da ufologia, que é o estudo de objetos voadores não identificados e fenómenos relacionados. De acordo com o FBI e outras autoridades dos EUA, o incidente não envolveu Ovnis nem seres extraterrestres. No entanto, essa ocorrência tornou-se um tópico significativo para investigadores de Ovnis e teóricos da conspiração, que sustentam que os destroços recuperados na cidade eram de uma nave alienígena. A dúvida persiste: quais são os motivos que levam a acreditar nessa narrativa e qual é a origem dessa história?

O evento de Roswell foi tão impactante para os americanos quanto o caso de Varginha, em Minas Gerais, foi para os brasileiros. Em 24 de junho de 1947, o piloto Kenneth Arnold estava sobrevoando o estado de Washington em busca de uma aeronave que havia desaparecido. Durante sua busca, avistou nove objetos voadores em formação, a uma velocidade estimada de 1.900 km/h — uma velocidade considerada inatingível para a tecnologia disponível naquela época. Embora a queda referente ao caso de Roswell não tivesse ocorrido ainda, os discos voadores já eram assunto nas manchetes de vários jornais dos Estados Unidos. A experiência de Arnold resultou na popularização do termo “disco voador”, amplamente utilizado até os dias de hoje para descrever naves extraterrestres avistadas em diferentes locais do mundo.

Em 7 de julho de 1947, um fazendeiro de Roswell, conhecido como “Mac” Brazel, informou que algo havia caído em seu rancho, e que destroços estavam espalhados por sua propriedade. Embora tenha reportado o incidente apenas na data mencionada, Brazel alegou que a queda havia ocorrido alguns dias antes e levou parte dos destroços ao xerife local. Este acionou o Exército, que enviou o oficial de inteligência Jesse Marcel para investigar o rancho. No dia seguinte, o jornal local Roswell Daily Record divulgou um artigo baseado em um comunicado do governo, que declarou a recuperação de destroços de um “disco voador”. A manchete destacava: “RAAF captura disco voador em rancho na região de Roswell”. O primeiro comunicado do Exército descrevia que “o objeto voador pousou em um rancho próximo a Roswell na semana anterior”.

Apenas um dia após esse comunicado inicial, o Roswell Daily Record publicou uma nova reportagem, informando que o Exército havia alterado a versão dos acontecimentos. Nesta segunda comunicação, foi negado que os destroços pertencessem a um Ovni. A matéria incluía uma foto de Jesse Marcel e outros militares segurando fragmentos que se assemelhavam a papel alumínio. A nova explicação oficial sustentava que se tratava de um balão meteorológico.

No meio de 1978, o físico nuclear e ufólogo Stanton T. Friedman reiniciou as investigações sobre o caso e obteve relatos de Jesse Marcel, o oficial de inteligência que conduziu a apuração na época dos acontecimentos. Marcel sugeriu que a explicação do balão meteorológico era um encobrimento para o verdadeiro ocorrido. Ele declarou que a fotografia em que aparece segurando o material semelhante a papel alumínio foi encenada, utilizando restos de balões meteorológicos para ocultar a realidade do evento. Marcel também mencionou que um dos materiais recuperados apresentava propriedades incomuns, pois retornava à sua forma original após ser amassado.

O oficial mencionou que outros envolvidos na recuperação dos destroços também consideravam que se tratava de uma nave extraterrestre. Desde então, diversos militares e indivíduos que alegam ter estado envolvidos no caso relataram que não se tratava de um balão meteorológico, mas da queda de um Ovni na região de Roswell.

O evento causou tanto impacto que inspirou livros, documentários, séries, filmes e outras produções baseadas na alegada queda de um Ovni. No entanto, questões permanecem sobre a veracidade dessa história. Em 1994, o governo dos EUA publicou seu primeiro relatório sobre o incidente de Roswell, e em 1997 divulgou um segundo relatório, ambos reafirmando a conclusão inicial. A comunicação oficial alegou que os destroços pertenciam a um balão, mas desta vez admitiu que não se tratava de um balão meteorológico convencional.

A conclusão final explicou que o balão estava vinculado a um projeto secreto do governo, denominado Projeto Mogul. O objetivo desse projeto era monitorar atividades nucleares da União Soviética, o que justificava o sigilo e a confusão em torno dos eventos da época. A enciclopédia Britannica descreve que “o Exército dos EUA alimentou o mistério ao afirmar inicialmente que os destroços recuperados eram de um ‘disco voador’, antes de anunciar que na verdade pertenciam a um balão meteorológico. Em 1994, revelou-se que o balão era parte do ultrassecreto Projeto Mogul, destinado a detectar testes nucleares soviéticos.”

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