De acordo com informações do ministro da Defesa, Israel Katz, as Forças Armadas de Israel estão ampliando suas operações na Faixa de Gaza com o objetivo de retomar “grandes áreas” do território palestino. Essa ação foi desencadeada após uma série de ataques aéreos que resultaram na morte de 15 pessoas, conforme reportado pela Defesa Civil local. Desde 18 de março, Israel intensificou sua ofensiva após um período de quase dois meses de trégua, dando continuidade a um conflito que se intensificou depois do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Katz enfatizou que a expansão das operações é necessária para “destruir e limpar a área de terroristas e infraestrutura terrorista”. Ele acrescentou que a meta é incorporar essas regiões às zonas de segurança israelenses. O Exército israelense já havia sinalizado anteriormente que suas operações seriam intensificadas, e com a estagnação das negociações para uma nova trégua, os bombardeios e a ofensiva terrestre foram reiniciados na faixa governada pelo Hamas. O Ministério da Saúde de Gaza informou que os novos ataques resultaram na morte de 1.042 pessoas.
Recentemente, a Defesa Civil da Faixa de Gaza relatou que, em ataques direcionados a residências em Khan Younis e no campo de refugiados de Nuseirat, ao sul e centro do território, pelo menos 15 indivíduos, incluindo crianças, perderam a vida. O porta-voz em árabe do Exército israelense, Avichay Adree, fez um apelo à população de Khan Younis e Rafah, orientando-os a ignorar as tentativas do Hamas de impedi-los de deixar as áreas de conflito, enfatizando que devem se dirigir imediatamente a zonas designadas para segurança.
Em meio ao contexto de trégua, que permitiu a liberação de vários reféns sequestrados pelo Hamas, o ministro Katz mencionou um plano para criar uma agência destinada à “saída voluntária” de palestinos da Faixa de Gaza. A iniciativa foi comparada à proposta do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de realocar os 2,4 milhões de habitantes de Gaza para a Jordânia e o Egito, transformando o território em um destino turístico de luxo.
Essa proposta gerou críticas significativas da comunidade internacional, mas recebeu apoio de vários políticos israelenses de direita, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que se manifestou favorável à implementação da ideia. Netanyahu ofereceu aos líderes do Hamas a opção de abandonar Gaza, condicionando isso à entrega de suas armas, desconsiderando as críticas sobre a falta de esforços suficientes para garantir a liberação dos reféns restantes.
O Fórum de Famílias, que representa parentes de sequestrados pelo Hamas, expressou sua indignação em relação ao anúncio feito pelo Ministério da Defesa, argumentando que a ação militar ampliada não representa um esforço para libertar os reféns e alertando sobre os riscos envolvidos na operação.
Países como Catar, Egito e Estados Unidos estão mediando novas propostas de cessar-fogo, com o objetivo de facilitar o retorno dos reféns ainda mantidos pelo Hamas. Informações de fontes do movimento palestino indicam que o Hamas aceitou uma nova proposta de trégua, enquanto Israel recebeu esta proposta e apresentou contrariedades.
A situação atual é complexa, resultante do ataque realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou um total de 1.218 mortos em Israel, segundo dados reportados a partir de fontes israelenses. Em resposta, a campanha militar de Israel causou a morte de, pelo menos, 50.357 pessoas em Gaza, a maioria delas civis, conforme registros do Ministério da Saúde local.