O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua comitiva chegaram ao Japão com uma agenda focada na ampliação das parcerias comerciais entre o Brasil e o Japão. Durante a visita, estão programados encontros com empresários e autoridades japonesas, além de discussões sobre investimentos e colaboração em várias áreas estratégicas. A delegação presidencial inclui ministros de setores importantes como Educação, Minas e Energia, Transportes, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Trabalho, bem como os presidentes atuais e anteriores da Câmara e do Senado. O Japão ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil na Ásia, apenas atrás da China, e é o nono maior investidor no Brasil, o que destaca a importância dessa visita para fortalecer as relações bilaterais.
Durante sua estadia, o presidente Lula se reunirá com o imperador Naruhito e representantes da comunidade brasileira no Japão. A agenda também prevê um jantar oficial e discussões sobre a abertura do mercado japonês para a carne bovina e suína brasileira. A visita marca a celebração dos 130 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão, evidenciando a parceria histórica e as oportunidades para inovação e crescimento mútuo. Esta é a quinta visita de Lula ao Japão, sendo a primeira como chefe de Estado, e a expectativa é que a viagem reforce os laços comerciais e diplomáticos entre as duas nações.
A viagem ao Japão é considerada uma oportunidade para que o Brasil diversifique suas parcerias comerciais, especialmente em um contexto global repleto de incertezas. A comitiva busca explorar novas oportunidades no mercado asiático, incluindo uma visita ao Vietnã. A presença de empresários na delegação é estratégica para a assinatura de acordos de intercâmbio de informações e tecnologia. No entanto, a habilidade do Brasil em firmar acordos comerciais de maneira independente é limitada pelos entraves do Mercosul, que tem se mostrado pouco ágil em negociações internacionais. A missão também reflete a necessidade do Brasil de buscar alternativas em um cenário global em transformação, especialmente com a possibilidade da reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos. A diversificação de parcerias e mercados se torna essencial para que o Brasil se posicione de maneira competitiva no contexto internacional.