O presidente Lula realizou um evento para apresentar um balanço das ações de seu governo, destacando a atuação durante sua terceira gestão. Durante o discurso, que foi lido sem improvisação, ele prometeu adotar “medidas cabíveis” em resposta à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao seguir um roteiro bem definido, Lula evitou problemas de comunicação, utilizando a entonação adequada e projetando a imagem de um candidato nas eleições de 2026, especialmente em oposição a figuras associadas ao bolsonarismo. Ele fez uma afirmação contundente ao declarar que não se submeterá a outra bandeira, evidenciando a estratégia de manter a polarização em relação a Bolsonaro, que atualmente enfrenta ineligibilidade, é réu por tentativa de golpe e se vê cada vez mais próximo da prisão.
Um aspecto relevante do discurso foi a tentativa de Lula de se reconectar com a classe média, que enfrenta uma queda na popularidade do governo. O presidente apresentou um plano para recuperar a confiança desse segmento, abordando a alta da inflação dos alimentos e indicando que o governo está direcionando esforços para atender às suas necessidades. Lula mencionou a isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil, promoveu o financiamento do programa Minha Casa Minha Vida para aqueles com renda de até R$ 8 mil e fez referência a inovações como a TV 3.0 de última geração.
Lula apareceu renovado e fortalecido com os dados de uma nova pesquisa da Quaest, que indicam que, apesar de muitos brasileiros considerarem que ele não deve concorrer à reeleição, eles o apoiariam em um possível segundo turno. Um percentual significativo dos que desaprovam seu governo ainda demonstram disposição para votar em Lula contra qualquer candidato da direita. Na política, a visão de futuro é um elemento crucial, e essa perspectiva foi claramente evidenciada por Lula em seu discurso. Esse desempenho pode ser creditado também a Sidônio Palmeira, o novo responsável pela comunicação do governo.