Maria Augusta, uma figura proeminente no samba carioca, recebeu uma homenagem no livro intitulado “Pra Tudo se Acabar na Quarta-Feira”, lançado em 19 de outubro. Reconhecida como a primeira mulher a se tornar carnavalesca, Augusta foi parte de um grupo que transformou o universo do samba, em parceria com Fernanda Pamplona. Embora tenha desempenhado um papel fundamental nos bastidores das escolas de samba, enfrentou situações de machismo e agressão que a levaram a reconsiderar sua posição em determinados momentos, incluindo sua experiência na União da Ilha do Governador, em 1978. Em um relato, destacou um episódio em que o presidente da escola, após perder uma votação relevante em uma reunião, expressou sua frustração de maneira violenta, afirmando que “aqui mulher não manda”.
No contexto atual, a carnavalesca busca fortalecer a presença feminina nas escolas de samba. Segundo ela, a representatividade feminina ainda é escassa nesse meio. Augusta acredita que, com o aumento da participação de assistentes mulheres, o futuro pode trazer mais carnavalescas para o cenário do samba.