4 abril 2025
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Mercado Pago Lidera Lucros na Adquirência, Superando Stone e PagBank, Afirmam Especialistas do Itaú BBA

O Itaú BBA integrou suas equipes de finanças e varejo com o objetivo de realizar uma análise minuciosa do Mercado Pago. Essa iniciativa focou em estimativas e dados da divisão presentes no balanço do Mercado Livre e os comparou com informações de outros dois concorrentes listados no setor: a Stone e o PagBank.

Recentemente, o banco havia conduzido um estudo similar, no qual enfatizou que o Mercado Pago já se estabelecia como um participante relevante na competitividade do mercado brasileiro de adquirência. Agora, com uma análise mais ampla, novas evidências estão sendo apresentadas para essa discussão.

Os analistas do Itaú BBA afirmam que o Mercado Pago está se consolidando, ganhando uma participação significativa em volumes, receitas e lucros. O lucro proveniente das operações de adquirência do Mercado Pago é, atualmente, superior ao de seus concorrentes.

Considerando apenas as operações de adquirência, o estudo do banco prevê um lucro de R$ 1,93 bilhão para o Mercado Pago em 2024. Comparativamente, as projeções para a Stone e o PagBank são de R$ 1,90 bilhão e R$ 1,78 bilhão, respectivamente.

Os especialistas destacam que o Mercado Pago se beneficia do crescente Volume Bruto de Mercadorias (GMV) do Mercado Livre, que registra um aumento superior a 30%. Além disso, a companhia mantém um ritmo de crescimento similar com vendedores externos à plataforma, que já respondem por mais da metade das transações realizadas.

Com relação a números que evidenciam esse crescimento, o Itaú BBA estima um aumento de aproximadamente 31% no Volume Total de Pagamentos (TPV) da divisão no Brasil para 2024, alcançando cerca de R$ 320 bilhões. A participação de mercado deve passar de 6,5% em 2023 para 7,7% ao final do ano seguinte.

É importante ressaltar que tanto o PagBank quanto a Stone também ampliaram sua participação no mercado. Cada um desses players possui cerca de 12,5% do mercado, apresentando taxas de crescimento do TPV de 31% e 18%, respectivamente, totalizando aproximadamente R$ 520 bilhões em suas operações.

Além disso, a receita de adquirência do Mercado Pago no Brasil cresceu 22% ao longo do ano, alcançando R$ 17 bilhões. Este valor é equivalente ao do PagBank e inferior aos R$ 19,1 bilhões reportados pela Stone.

O banco também destaca que as taxas de aceitação do Mercado Pago, estimadas em 5,3% para 2024, são consideravelmente mais altas que as da Stone (3,7%) e do PagBank (3,3%). Contudo, observa-se uma redução dessas taxas à medida que o TPV se amplia fora da plataforma, especialmente entre clientes com tíquetes médios mais elevados.

De maneira geral, a perspectiva para 2024 indica uma execução robusta e crescimento da lucratividade no setor de adquirência. Essa situação possibilitará um aumento no poder de investimento, fortalecendo a posição do Mercado Pago como competidor perante o PagBank e a Stone.

Os analistas do Itaú BBA notam ainda que, após um período complicado no final do ano para o setor, 2025 apresenta um início mais promissor do que o antecipado. Com base nessa análise, o banco está ajustando algumas previsões para o PagBank e a Stone, mantendo uma recomendação neutra para ambos.

No que se refere à Stone, as projeções de lucro líquido ajustado para 2025 foram aumentadas em 16%, prevendo R$ 2,48 bilhões. Já para o PagBank, a estimativa foi elevata em 9%, para R$ 2,47 bilhões.

Entre os motivos que sustentam essa e outras revisões, o Itaú BBA ressalta que tanto a Stone quanto o PagBank aplicaram com sucesso suas estratégias de reprecificação em suas bases de clientes.

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