26 fevereiro 2025
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Meu Apoio a Bolsonaro Chegou ao Fim!

Derrotado na disputa pela liderança da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) atribui a responsabilidade pelo resultado eleitoral ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na noite da última terça-feira, os membros da influente bancada no Congresso elegeram Gilberto Nascimento (PSD-SP) para a presidência. O deputado Otoni, que também é pastor da Assembleia de Deus de Madureira, enfrentou forte oposição de Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, devido à sua aproximação com o governo Lula.

Nesse conflito entre as correntes bolsonaristas e os setores favoráveis ao governo atual, a ala vinculada ao ex-presidente saiu vitoriosa. Otoni afirma que a campanha que se voltou contra ele o distanciou definitivamente de Bolsonaro. Ele descreve a eleição como motivada pelo medo. “Fui o aliado mais próximo do Bolsonaro, mas ao ter pensamentos divergentes, passei a ser considerado seu inimigo e adversário. Outros deputados acabou por recear as consequências de seus votos”, menciona, aludindo aos parlamentares que apoiaram Nascimento sob suposta pressão.

Desde sua atuação na campanha municipal em que apoiou a reeleição do prefeito Eduardo Paes (PSD) contra Alexandre Ramagem (PL), Otoni se tornou alvo de críticas por parte de bolsonaristas. O ex-vice-líder do governo Bolsonaro passou a se definir como um ex-bolsonarista. Em outubro do ano anterior, ele se reuniu com Lula no Palácio do Planalto, elogiando o petista e ampliando a divisão na bancada e a contrariedade do clã Bolsonaro. “A ameaça feita por Bolsonaro está clara quando ele afirma que ao votar em Otoni, o deputado estará realizando um ato de traição. Nesse caso, terá que pedir votos para Lula em 2026, ao invés de para ele”, observa o deputado Otoni, que, na semana anterior, publicou um vídeo defendendo o ex-presidente em uma denúncia relacionada a um suposto golpe de Estado da Procuradoria-Geral da República (PGR). “Nunca mais terei solidariedade por parte de Bolsonaro em nada”, enfatiza o parlamentar, acrescentando que hoje não faria o mesmo gesto.

Rotulado como o “mais novo comunista gospel” pela ala de Malafaia, Otoni refuta a ideia de que seu afastamento de Bolsonaro o aproxima de Lula. “Meu candidato poderia ser Bolsonaro até então, mas permaneço ao lado de Ronaldo Caiado. O que fizeram foi desleal. Tenho amor próprio”, declara. Ele também informa que pretende concorrer novamente a deputado na próxima eleição, e não ao Senado, como havia considerado anteriormente. Otoni recebeu 61 votos na eleição para a liderança da FPE e perdeu para Nascimento, que obteve 117 votos, marcando a primeira vez na história da frente evangélica que a escolha para a presidência não ocorreu por consenso. No dia das eleições, a deputada Greyce Elias (Avante-MG) foi persuadida a retirar sua candidatura em apoio ao candidato do PSD.

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