Milhares de manifestantes se reuniram em Seul, capital da Coreia do Sul, no dia 5 de abril de 2025, para demonstrar apoio ao ex-presidente Yoon Suk Yeol, que foi destituído de seu cargo no dia anterior. A destituição ocorreu após a imposição breve de uma lei marcial em dezembro de 2024, que causou crises no país. Na sexta-feira, o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul ratificou o impeachment de Yoon devido aos esforços para desestabilizar a ordem civil em 3 de dezembro. A decisão do tribunal prevê a realização de eleições presidenciais antecipadas em um prazo de até 60 dias. Apesar das condições climáticas adversas, os apoiadores de Yoon se organizaram e foram às ruas.
Os manifestantes expressaram suas preocupações com gritos de “O processo de impeachment é inválido!” e “Cancelem as eleições antecipadas!”. Um dos participantes, Yang Joo-young, de 26 anos, afirmou que a decisão judicial “destruiu a democracia livre” do país e ressaltou suas apreensões sobre o futuro, referindo-se à geração jovem. A declaração de lei marcial feita por Yoon em dezembro foi defendida por ele como uma resposta a ameaças da Coreia do Norte e à presença de elementos antiestatais na Assembleia Nacional, mas o tribunal julgou suas ações como uma “grave ameaça” à estabilidade do país.
O ex-presidente Yoon recebeu apoio de líderes religiosos extremistas e influenciadores de direita nas redes sociais, que, segundo analistas, utilizaram desinformação para consolidar apoio à sua causa. O líder da oposição, Lee Jae-myung, é considerado o principal candidato nas próximas eleições, tendo seu partido adotado uma postura mais conciliatória em relação à Coreia do Norte. Uma das apoiadoras de Yoon, Park Jong-hwan, de 59 anos, expressou sua visão pessimista sobre o futuro da Coreia do Sul, afirmando que o país parece ter feito uma transição para um Estado socialista e comunista.