Apesar do elevado índice de desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme indicado por pesquisas de opinião, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, desmentiu que o evento realizado em Brasília nesta quinta-feira tenha tido como objetivo aumentar a popularidade do governo. Segundo ele, “Esse evento não tem nada a ver com popularidade do presidente da República. Esse evento é uma prestação de contas do governo federal. Isso é o mais importante. Aí tem o aspecto se tem popularidade disso ou não, que é uma questão mais política”.
Ao ser questionado sobre quem seria responsável pela desaprovação do governo, Sidônio apontou que todas as áreas do governo têm uma parte da responsabilidade. Ele comentou: “Eu acho que impopularidade tem responsabilidade: todos os ministros, todas as áreas da política, gestão, comunicação, todo mundo. E que isso já vem de algum período ou de agora. Isso não tem absolutamente nenhum problema”. Além disso, ele defendeu que o governo “fez muito” durante os dois anos de administração e afirmou que sua preocupação não está voltada para campanhas eleitorais, mas sim para a gestão governamental.
Com o tema “O Brasil Dando a Volta Por Cima”, a Secretaria de Comunicação Social realizou um evento que contou com a participação de ministros, parlamentares e representantes da sociedade civil. O governo está utilizando a narrativa de que o slogan utilizado no início da administração – que enfatiza “União e Reconstrução” – sugere que os problemas herdados pela atual gestão já pertencem ao passado. O objetivo é demonstrar à população que Lula assumiu a presidência em um ambiente adverso, mas que houve progresso na busca de soluções.
De acordo com uma pesquisa da Genial/Quaest, divulgada recentemente, a administração do presidente Lula é desaprovada por mais da metade dos brasileiros, com 56% expressando desaprovação e 41% indicando aprovação. O restante, equivalente a 3%, não soube ou não respondeu à pesquisa. Outra pesquisa, realizada pela AtlasIntel/Bloomberg, revelaram um índice de desaprovação de 53,6%, com 44,9% dos entrevistados a favor da administração, e 1,5% sem resposta.