A deputada Amália Barros, filiada ao PL, faleceu aos 39 anos. Durante uma obstrução nos trabalhos da Câmara, que visava protestar contra o julgamento no STF que resultou em Jair Bolsonaro e mais sete indivíduos se tornarem réus por tentativa de golpe, a oposição orientou seus membros a não participar de votações, inclusive de uma proposta de autoria da deputada falecida.
Na última terça-feira, a proposta, que visa incluir nas formações de agentes de segurança pública e defesa civil uma abordagem voltada às pessoas com deficiência com base nos direitos humanos, foi aprovada em votação simbólica pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. A situação levou o deputado Rodrigo Zaeli, também do PL, a justificar sua decisão de não seguir a orientação de obstrução.
Zaeli destacou a relevância da deputada Amália Barros, representando o Estado de Mato Grosso. Ele ressaltou a importância de reconhecer sua contribuição para a comunidade de pessoas com deficiência e argumentou que o enfrentamento dos problemas deve ocorrer através do diálogo e da ação, não da obstrução. O relator do projeto, Amom Mandel, do Cidadania-AM, pediu prudência à oposição, enfatizando o respeito e a admiração que Barros conquistou dentro do PL.
Duarte Jr., presidente da comissão, instou os integrantes da oposição a refletirem sobre a decisão de obstruir sem considerar o conteúdo dos projetos. Em resposta, Zaeli fez uma observação de que as orientações de obstrução provinham do bloco oposicionista, não da própria sigla. A situação chamou a atenção para a complexidade das decisões dentro do contexto político da Câmara.