O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a prisão de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, que é sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa solicitação se deu após a confirmação de que Leonardo se tornou réu devido à sua participação nos eventos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e, posteriormente, ter fugido para a Argentina. Gonet fundamentou sua solicitação afirmando que a fuga de Léo Índio para o país vizinho constitui uma violação das medidas cautelares previamente impostas, demonstrando assim um desrespeito à legislação.
As acusações que recaem sobre Leonardo incluem tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, além de danos qualificados e deterioração de patrimônio público. Em resposta, a defesa de Léo Índio negou as alegações e pediu a rejeição da denúncia. A situação que envolve Léo Índio levanta questões acerca da aplicação da lei e da responsabilidade de indivíduos que participam de atos que ameaçam a democracia. O desfecho desse caso pode acarretar repercussões significativas no cenário político brasileiro e influenciar a percepção pública em relação à justiça no país.