3 abril 2025
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Polícia Foca em Suspeitos no Assassinado de Advogado em Plena Luz do Dia no Rio

A Polícia Civil, em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), iniciou uma operação nesta quarta-feira (02) visando suspeitos envolvidos no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo. O advogado foi morto a tiros no dia 26 de fevereiro do ano passado, no centro do Rio de Janeiro. Na operação, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão direcionados a sete indivíduos, entre eles, três policiais militares suspeitos de atuação como assassinos contratados. Este grupo é supostamente liderado por Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como “Sem Alma”, que se encontra foragido e tem cinco mandados de prisão em aberto, além de estar associado à máfia do cigarro.

Até o momento, eight mandados de busca e apreensão e de intimação já foram cumpridos. Os endereços investigados estão relacionados a indivíduos que possivelmente fazem parte de um grupo criminoso vinculado ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, também conhecido como Adilsinho, que está foragido. Os mandados foram emitidos pelo Juízo do III Tribunal do Júri da Capital e as buscas estão ocorrendo em diferentes locais em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O grupo suspeito é também investigado por envolvimento em várias execuções recentes no Rio de Janeiro, incluindo a morte do miliciano Marco Antonio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinhos Catiri, e do policial penal Bruno Killier, que estava envolvido no tráfico de cigarros. Além do assassinato de Rodrigo Crespo, três suspeitos já foram detidos e estão programados para enfrentar um júri popular, conforme decisão tomada no início deste ano. Os indivíduos detidos incluem o PM Leandro Machado da Silva, que teria fornecido os veículos utilizados no crime, Cezar Daniel Mondego de Souza, um ex-comissionado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) encarregado de monitorar a vítima, e Eduardo Sobreira Moraes, que estava dirigindo o carro durante a vigilância.

Esses suspeitos foram denunciados pelo MPRJ em abril deste ano. A acusação afirma que eles participaram do monitoramento de Crespo e estiveram em sua companhia antes e depois da execução do crime. Os promotores de Justiça ressaltaram que o assassinato foi cometido para garantir a execução e a obtenção de vantagens de outros delitos perpetrados pelo grupo criminoso. Ryan Patrick Barboza, conhecido como “Motinha”, também foi identificado como cúmplice na perseguição a Crespo e já se encontrava preso por outro homicídio relacionado ao jogo do bicho.

Rodrigo Crespo foi assassinado em frente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), enquanto saía para um lanche. Um veículo branco parou e um homem encapuzado desembarcou, chamando o advogado pelo nome antes de disparar contra ele a curta distância. A investigação sobre o caso continua em andamento.

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