4 abril 2025
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Possíveis Candidatos à Sucessão de Lula, de Acordo com Especialistas

A renomada revista britânica The Economist, que se destaca em análises sobre economia e política e é uma referência em liberalismo econômico, apresentou em uma de suas reportagens alguns possíveis sucessores políticos de Luiz Inácio Lula da Silva na ala esquerda do Brasil. A publicação menciona que o Partido dos Trabalhadores (PT) reafirma a intenção do presidente de buscar um novo mandato em 2026, mas observa que “as incertezas nos bastidores são notáveis”, especialmente após o acidente doméstico que exigiu uma cirurgia de emergência em sua cabeça.

A revista recorda que, na recente reunião ministerial, realizada na segunda-feira, dia 20, Lula surpreendeu seus ministros ao considerar a possibilidade de não se candidatar a um quarto mandato se suas condições de saúde não fossem favoráveis. Com 79 anos, o presidente é descrito como “a única figura carismática do partido”, enquanto a base do petismo “diminuiu à medida que o Brasil evoluiu”. Além disso, menciona os primeiros mandatos de Lula, que passaram da alta popularidade impulsionada pelos preços das commodities aos escândalos de corrupção que culminaram em sua prisão pela Operação Lava-Jato.

Neste contexto, a revista aponta potenciais candidatos à sua sucessão, não apenas dentro do PT, mas também na esquerda brasileira. A seguir, estão listados os nomes e as análises feitas sobre cada um deles.

Fernando Haddad é visto como “um pragmático e uma voz rara dentro do governo que defende a responsabilidade”, o que resultou em descontentamento de sua base. Sua formação acadêmica, que inclui graduação em Direito, Economia e Filosofia, além de uma tese de doutorado sobre materialismo histórico, o torna menos facilmente “vendável”. Ele já se candidatou à presidência em 2018, mas foi derrotado por Jair Bolsonaro.

Camilo Santana e Rui Costa surgem como possíveis opções, lembrando que o PT poderia optar por um ministro ou um governador popular do Nordeste, seu tradicional reduto. No entanto, a matéria destaca que “as duas opções são desafiadoras”. Enquanto Camilo tem ganhado popularidade, ainda é relativamente desconhecido, Rui Costa, ex-governador da Bahia, enfrentou uma trajetória tumultuada como chefe de gabinete de Lula.

Guilherme Boulos é mencionado como alguém que “por um período, parecia ser o sucessor mais provável de Lula”. Ele abandonou a vida confortável de sua família para se tornar líder de uma organização que auxilia pessoas sem moradia. Contudo, apesar de ter se dedicado aos pobres, não obteve o mesmo reconhecimento em troca. Em outubro, tentou concorrer à prefeitura de São Paulo, mas perdeu a disputa por quase 20 pontos de diferença.

Tabata Amaral e João Campos são descritos como um “casal poderoso”, com Tabata sendo caracterizada como “uma jovem estrela em ascensão da esquerda”, embora ainda careça de peso político significativo. João Campos, prefeito do Recife, cidade natal de Lula, é considerado uma opção mais sólida, tendo sido reeleito com quase 80% dos votos. Ambos têm 31 anos, o que pode suscitar críticas sobre a suposta falta de experiência.

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