3 abril 2025
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Reação do Governo Lula ao Aumento Abrupto de Tarifas: O que Esperar?

O governo brasileiro publicou uma nota oficial dos Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços abordando as recentes “medidas comerciais adotadas pelo governo dos Estados Unidos.” O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas comerciais nesta quinta-feira, confirmando o início de um conjunto de ações que serão aplicadas a parceiros comerciais e outras nações. Para o Brasil, a tarifa será de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos.

Na nota, o governo brasileiro expressa seu descontentamento com a decisão norte-americana de impor tarifas adicionais de 10% a todas as exportações brasileiras. A nova medida, semelhante às tarifas já aplicadas aos setores de aço, alumínio e automóveis, é considerada uma violação dos compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e afetará todas as exportações de bens brasileiros para o país norte-americano.

Dados do governo dos Estados Unidos indicam que o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi de aproximadamente 7 bilhões de dólares apenas em bens. Considerando bens e serviços, o superávit totalizou 28,6 bilhões de dólares no ano anterior, representando o terceiro maior superávit comercial dos Estados Unidos em todo o mundo.

O comunicado ressalta que, considerando os superávits comerciais significativos que os Estados Unidos têm com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando 410 bilhões de dólares, a imposição unilateral da tarifa de 10% pelo governo norte-americano, sob a justificativa de restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial,” não condiz com a realidade.

Em resposta ao impacto das tarifas sobre as exportações brasileiras e em consonância com seu apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo brasileiro pretende, em consulta com o setor privado, agir em defesa dos interesses dos produtores nacionais junto às autoridades dos Estados Unidos.

Os Ministérios ainda afirmam que, embora busquem intensificar o diálogo com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e mitigar seus efeitos negativos o mais rápido possível, o governo brasileiro avalia todas as opções de ação para garantir a reciprocidade no comércio bilateral, incluindo a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio para proteger os interesses nacionais.

Para concluir, o governo brasileiro destaca a recente aprovação pelo Senado do projeto de lei da reciprocidade econômica, que já está sendo analisado pela Câmara dos Deputados.

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