O relator do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Paulo Magalhães (PSD-BA), votou a favor da cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) nesta quarta-feira (2). A acusação contra Glauber Braga envolve um incidente ocorrido em 2024, durante o qual ele teria empurrado e expulsado um membro do Movimento Brasil Livre (MBL) do Congresso Nacional. O relator fundamentou seu voto ao afirmar que as evidências apresentadas demonstram que o deputado ultrapassou os limites de seus direitos como parlamentar, configurando um abuso das prerrogativas que lhe são conferidas.
Magalhães destacou que essa conduta representa uma clara violação do decoro parlamentar. Ele concluiu seu voto pela procedência da representação número 5 de 2024, recomendando a aplicação da sanção de perda do mandato ao deputado Glauber Braga. Após essa votação, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) solicitou vista do processo, o que significa que ele terá mais tempo para analisar os detalhes antes que o assunto seja revisitado, o que está previsto para acontecer na próxima semana.
A representação que motivou a votação foi apresentada em abril do ano anterior pelo partido Novo. Este partido alega que Glauber Braga teria ameaçado agredir o integrante do MBL caso ele tentasse reingressar no anexo da Câmara. Em sua defesa, durante a sessão, Glauber Braga expressou indignação, mas afirmou que estava com o “coração tranquilo”. Após o desenrolar do processo, cabe ao Conselho da Câmara decidir se haverá sanção ao deputado, que pode variar entre suspensão e perda de mandato. A decisão final, no entanto, será tomada pelo Plenário da Casa Legislativa.