Turista Thalita Danielle Hoshino faleceu dois dias após ser atropelada por uma charrete. Moradores e comerciantes da região relatam que competições desse tipo ocorrem há pelo menos três anos, ocasionando desconforto e acúmulo de lixo.
As praias da Baixada Santista têm sido palco de rachas de charretes, atraindo tanto apostadores quanto espectadores. O delegado seccional de Itanhaém, Archimedes Cassão Veras Júnior, informou que investigações revelaram a presença de apostas financeiras, embora os valores exatos ainda não sejam conhecidos. Após o trágico acidente que resultou na morte de Hoshino, a situação gerou maior preocupação entre as autoridades locais, que se reuniram para discutir ações para coibir os rachas. Uma das medidas acordadas foi o estabelecimento de um sistema de monitoramento nas praias, que será realizado em conjunto pelas cidades de Itanhaém e Peruíbe.
Rondas de fiscalização estão programadas para ocorrer entre 7h e 17h, com início no próximo fim de semana. Além disso, a instalação de seis câmeras na área do acidente tem como objetivo aumentar a segurança e a vigilância sobre as atividades irregulares. Parte das pedras que estavam dispostas para impedir os rachas já foi retirada, e promessas de reforço nas barreiras de contenção foram feitas. As competições de charretes são organizadas por grupos em aplicativos de mensagens e normalmente acontecem nos finais de semana, com treinos durante a semana.