A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou que as novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começarão a vigorar imediatamente. O presidente planeja dar prosseguimento a estas tarifas em um dia que ele denominou de “Dia da Libertação”. Embora os detalhes exatos dos planos de Trump ainda não tenham sido divulgados, as novas taxas podem ser aplicadas de maneira específica, produto a produto, ou de forma mais abrangente, incluindo setores inteiros com alíquotas médias.
Leavitt informou a repórteres que o anúncio oficial sobre as tarifas será feito em breve. De acordo com suas palavras, “Eu não quero me adelantar ao presidente. Este é obviamente um dia muito importante.” Ela destacou que Trump está trabalhando com sua equipe de comércio e tarifas para elaborar um plano que beneficie os trabalhadores americanos, assegurando que o público seja informado sobre os detalhes dentro das próximas 24 horas.
O Brasil está entre os países que poderão ser impactados pelas novas tarifas americanas. Frente a essa potencial situação, o governo brasileiro, sob a administração Lula, e a bancada ruralista aprovaram unanimemente o Projeto de Lei 2088/2023, que visa estabelecer reciprocidade nas regras nos setores ambiental e comercial entre o Brasil e outras nações. Vale destacar que a aprovação foi realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal de forma terminativa, o que elimina a necessidade de uma aprovação adicional pelo plenário.
Dois cenários possíveis emergem em relação às novas tarifas: Trump pode optar por intensificar as restrições contra países específicos ou implementar tarifas universais. O conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou que estas tarifas podem gerar uma arrecadação de aproximadamente US$ 600 bilhões por ano para o governo, implicando uma taxa média de 20%. A imprensa tem relatado que as tarifas recíprocas seriam direcionadas apenas a um número limitado de países, entre os quais estão Brasil, Coreia do Sul, Índia e nações da União Europeia.
Trump declarou que as novas tarifas seriam “muito mais generosas” em comparação com aquelas que outros países impõem sobre os Estados Unidos. Ele argumenta que as medidas visam corrigir relações comerciais que considera “injustas” e fortalecer a indústria nacional americana. Além disso, tarifas que haviam sido adiadas anteriormente podem ser implementadas em breve, como no caso da isenção temporária para alguns produtos importados do México e do Canadá, que deve expirar no início de abril. Uma taxa de 25% sobre importações de países que compram petróleo ou gás da Venezuela também já foi confirmada para esta semana.