4 abril 2025
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“Trump sob Ataque: Críticas de Todos os Lados”

“Deem-nos uma tarifa protetiva e nós teremos a maior nação da face da Terra”. Essa afirmação, frequentemente associada ao atual debate sobre tarifas, é na verdade de Abraham Lincoln, evidenciando a longa trajetória de discussões acerca dos benefícios de mercados abertos em comparação com os mercados mais protegidos. Embora muitos defendam o livre comércio, a prática do protecionismo é comum em diversas partes do mundo, incluindo na União Europeia e no Brasil. A Índia, por exemplo, é considerada um dos países mais protecionistas, com tarifas que podem alcançar 60% para automóveis e até 150% para bebidas alcoólicas. A China implementou um modelo distintivo, exigindo que empresas que desejam acessar seu mercado façam produção interna e partilhem a propriedade com o governo, além de arcar com tarifas.

A natureza imprevisível das tarifas sob a administração Trump fomentou um grande número de críticas. No entanto, essa volatilidade contrasta com a expectativa que se deve ter da maior economia global. Dentre os argumentos a favor das tarifas, destaca-se a ideia de que essa nova abordagem prioriza a produção local e promove uma prosperidade que abrange todas as camadas sociais. Essa perspectiva foi expressa por um comentarista conservador, que defende que essa mudança poderia desencadear um período de crescimento econômico que não beneficie apenas uma elite privilegiada.

Outro posicionamento aponta que a era do pós-Guerra Fria, durante a qual a indústria americana foi sacrificada em favor de apaziguar relações comerciais com países como a China, chegou ao fim. De acordo com críticos, a crença de que a nova ordem mundial favorecia exclusivamente os Estados Unidos estava equivocada. Citando a perda de milhares de fábricas americanas que foram transferidas para países com mão de obra mais barata, o argumento sugere que a implementação de tarifas poderia ajudar a reverter essa tendência.

Defensores das tarifas argumentam que a experiência do passado demonstra que altas tarifas podem ser utilizadas para revitalizar a indústria local. Historicamente, os Estados Unidos usaram tarifas elevadas antes da Segunda Guerra Mundial para se afirmarem como uma potência manufatureira. Países como Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Alemanha e China seguiram estratégias semelhantes, adotando tarifas e outros mecanismos de estímulo para desenvolver seus setores industriais. Por outro lado, há preocupações sobre o aumento nos preços para os consumidores americanos, embora alguns argumentem que esse custo pode ser aceitável para garantir uma maior independência em áreas críticas, como saúde e segurança nacional, reduzindo a dependência de fornecedores chineses.

Em relação à inflação e possíveis recessões, autoridades como o secretário do Comércio têm se mostrado otimistas, assegurando que o crescimento econômico superará os desafios e que os preços de produtos agrícolas eventualmente cairão. No entanto, a credibilidade de algumas figuras no governo foi colocada em dúvida, especialmente em relação às suas previsões sobre a economia.

Os argumentos em favor do protecionismo podem parecer datados e remeter a uma época histórica específica de protecionismo. Apesar disso, as tarifas possuem um apelo populista forte. Ex-presidentes como William McKinley defenderam que o livre comércio poderia tornar os produtores dependentes dos intermediários, defendendo o protecionismo como uma forma de autopreservação. Questions sobre o impacto das tarifas sobre a qualidade e o preço dos produtos disponíveis aos consumidores permanecem como desafios significativos para as políticas atuais.

A aceitação pública das tarifas apresenta um cenário desafiador, com uma pesquisa recente indicando que uma maioria das pessoas acredita que as tarifas prejudicam a economia. Finalmente, é interessante notar que Lincoln apoiou tarifas não apenas por questões econômicas, mas também por considerá-las uma forma eficiente de arrecadação, preferindo essa estratégia em relação à taxação sobre a renda. Posteriormente, em 1913, foi instituído o imposto de renda.

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