6 abril 2025
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Um Choque de Realidade para Governos Preocupados com…

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um momento desafiador, com muitos integrantes reconhecendo que iniciativas anteriores, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Bolsa Família, já não despertam o mesmo entusiasmo entre os eleitores. O apelo em defesa da democracia, que impulsionou a sua vitória nas eleições de 2022 contra Jair Bolsonaro, também não atende às preocupações fundamentais dos brasileiros, conforme apontado na recente pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest. Os temas que mais preocupam a população, como violência, questões sociais e economia, foram destacados, revelando um diagnóstico preocupante para o atual governo.

Em resposta a essa percepção, houve mudanças na liderança da secretaria de Comunicação do governo em janeiro, substituindo o deputado Paulo Pimenta pelo marqueteiro Sidônio Palmeira. No entanto, essa mudança não gerou uma percepção positiva em relação ao governo. A administração é caracterizada por um clima de desconfiança, e programas recentemente lançados, como o Pé de Meia, o Desenrola e o Acredita, mostraram impacto mínimo entre os entrevistados: apenas 7%, 3% e 2% relataram melhorias em suas vidas devido a essas iniciativas, enquanto 33% afirmaram que nenhum dos programas mencionados trouxe qualquer mudança significativa. A desaprovação em relação ao governo continua elevada, alcançando 56% em março, uma alta de sete pontos percentuais em relação a janeiro.

Outras tentativas de engajamento com os eleitores também não se mostraram eficazes. A iniciativa do governo de isentar tarifas de importação sobre alimentos não foi reconhecida pela maioria da população: a pesquisa revelou que 56% das pessoas só tomaram conhecimento dessa medida recentemente. A isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas que ganham até 5.000 reais teve maior reconhecimento, com 53% cientes dela; no entanto, 51% afirmaram que isso resultaria em uma “melhora pequena” em suas finanças pessoais.

Além disso, entre os entrevistados, 47% reportaram ter visto mais notícias negativas do que positivas sobre o governo; enquanto 44% consideram que a troca de ministros não impactou a comunicação do Executivo. No que diz respeito à presença de Lula na mídia, 38% sentiram que o presidente tem estado mais presente em discursos e entrevistas, mas a avaliação geral entre os eleitores é negativa: 50% acreditam que sua maior exposição pública deteriorou a percepção que têm sobre ele.

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