Um ataque com mísseis, atribuído à Rússia, atingiu um estabelecimento na cidade de Kryvyi Rih, localizada no centro da Ucrânia, nesta quarta-feira (2), resultando na morte de pelo menos quatro pessoas, conforme informações de autoridades locais. Entre os 14 feridos estão um menino de 8 anos e uma menina de 6 anos, segundo o governador regional, que relatou que o menino está em estado grave e foi internado em um hospital.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, nativo de Kryvyi Rih, divulgou imagens das consequências do ataque em uma rede social, que mostram corpos no chão e um prédio em chamas, além de fumaça negra subindo ao céu. Zelensky comentou que tais ataques são universalmente reconhecidos como atos de terrorismo e destacou a necessidade de intensificar a pressão sobre Moscou para que abandonem a guerra e o terror.
Detalhes adicionais sobre a empresa atingida pelo ataque não foram revelados pelas autoridades. O governador também mencionou que a onda de explosões causou danos a uma academia de ginástica, quebrou janelas de um prédio administrativo e afetou blocos de apartamentos na área.
A invasão da Ucrânia pela Rússia teve início em fevereiro de 2022, envolvendo três frentes de ataque: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, um aliado próximo de Moscou. Nos primeiros dias, forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços, mas os ucranianos conseguiram manter o controle sobre Kiev, apesar de ataques à cidade. A invasão gerou condenações internacionais e resultou em sanções econômicas contra o Kremlin.
Analisando o conflito até outubro de 2024, a situação na Ucrânia foi classificada como a mais perigosa até aquele momento, com um número elevado de baixas. A tensão aumentou significativamente quando Putin ordenou o uso de um míssil hipersônico de alcance intermediário em um ataque no território ucraniano. Embora o projétil tenha carregado ogivas convencionais, sua capacidade de transporte de material nuclear representa uma escala de ameaça maior.
O lançamento do míssil ocorreu em resposta a uma ofensiva ucraniana em território russo, armada com equipamentos fornecidos por países ocidentais, como Estados Unidos, Reino Unido e França. Inteligência ocidental aponta que a Rússia pode estar utilizando tropas da Coreia do Norte no conflito, embora nem Moscou nem Pyongyang tenham confirmado ou negado tal informação.
Vladimir Putin, que trocou o ministro da Defesa em maio, afirmou que as forças russas estão avançando de maneira mais eficaz e que todos os objetivos na Ucrânia serão alcançados, embora detalhes sobre esses objetivos não tenham sido especificados. O presidente Zelensky comentou que acredita que os principais objetivos de Putin incluem a ocupação total da região do Donbass, que abrange Donetsk e Luhansk, bem como a expulsão das tropas ucranianas da região de Kursk, na Rússia, cujas partes estão sob controle ucraniano desde agosto.